Com o tratamento interrompido desde março deste ano, o aposentado Salomão da Costa Daniel, de 47 anos, aguarda até hoje que o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep) dê continuidade aos serviços médicos oferecidos por este plano de saúde. Beneficiário há 12 anos, Salomão denuncia que o instituto se recusa a fornecer o atendimento. Tendo dificuldades de locomoção desde que foi acometido por uma doença neurológica identificada como mielite transversa aguda, em 2010, Salomão Daniel vinha fazendo o tratamento necessário para se recuperar pelo plano do Iasep, do qual fazia parte. O problema teria começado, porém, em meados de março deste ano, quando, ao se aposentar, o seu plano teria sido cortado. “Eu fiquei 12 anos no plano e, quando me aposentei, cortaram o plano automaticamente no meio do meu tratamento. Eu me aposentei em março”, conta. “Antes mesmo de eu me aposentar, já tinha entrado na Justiça, através da Defensoria Pública, para continuar no plano. O Ministério Público deu parecer favorável a mim e esse processo hoje está na 2ª Vara da Fazenda”. Sem dar continuidade ao tratamento, que demanda acompanhamento com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e psicólogo, Salomão destaca que desenvolveu um quadro de infecção urinária e que, para tratá-la, necessita de uma internação que não é aceita pelo Iasep. “Eu tenho problema de infecção urinária e preciso de uma internação. O médico disse que eu não posso mais ficar tomando medicação em casa porque há pouco tempo eu tive um choque anafilático”, recorda, preocupado com a situação. “Enquanto eu tinha saúde, estava tudo tranquilo. Quando adoeci, quando mais precisei, o Iasep cortou o plano”, disse Daniel. O DIÁRIO não conseguiu contato com o Iasep. (Diário do Pará) |
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar