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Tapajós é destino turístico para férias escolares

Já pensou em aproveitar as férias para conhecer como vivem as comunidades tradicionais do Pará? É o que propõe o turismo de base comunitária na região do Tapajós, no Pará. Além das belas praias, o potencial para um “turismo diferencial” o turismo de base

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Já pensou em aproveitar as férias para conhecer como vivem as comunidades tradicionais do Pará? É o que propõe o turismo de base comunitária na região do Tapajós, no Pará. Além das belas praias, o potencial para um “turismo diferencial” o turismo de base comunitária tem chamado a atenção de pesquisadores como Elcivânia Barreto.

O potencial turístico da região do Tapajós tem sido explorado por meio das belas praias localizadas nos municípios de Santarém e Belterra, como as da Vila de Alter do Chão e as distribuídas pelos rios Tapajós e Arapiuns. Porém, estes municípios guardam ainda outros atrativos turísticos que estão, aos poucos, sendo revelados e que podem oferecer além do lazer, conhecimento e cultura.

No local, a comunidade Aña possui diversos atrativos dentre os quais se destacam as trilhas ecológicas, visita ao projeto de manejo das abelhas sem ferrão criadas no local, visita ao projeto de criação de peixes em tanque-rede do grupo MUSA (Mulheres Sonhadoras em Ação), atividades culturais, rodas de conversas e a típica Piracaia (expressão utilizada para designar “peixe assado na praia”).

Para chegar à comunidade há um barco que parte da frente da cidade de Santarém as terças-feiras com retorno aos domingos e que faz o transporte de pessoas através dos rios Tapajós e Arapiuns. No local também há uma hospedaria coletiva para atender aos turistas. Ela conta com redários “tipicamente paraenses”, refeitório e banheiros estruturados, além de comunitários preparados para a recepção dos visitantes.

A geógrafa e turismóloga, Elcivânia Barreto ressalta que a união praias-florestas é o diferencial do destino e o incentivo ao turismo com base nestes espaços está previsto no novo plano. “Eles apontam as praias e as florestas como importantes atrativos turísticos. As praias são realmente lindas e o convívio com as comunidades que vivem nas unidades de conservação são experiências únicas. Neste sentido, em Belterra podemos encontrar a FLONA (Floresta Nacional do Tapajós), e em Santarém a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, as quais se configuram como detentores de importantes atrativos que são praias distantes e mais calmas, com pouca movimentação para quem quer tranquilidade, além das populações tradicionais como seu modo de vida que nelas residem”, indica a turismóloga.

A cidade de Santarém e o centro histórico de Belterra também são atrativos. “Em Belterra, nós temos essa parte da arquitetura que é uma herança do período áureo da borracha, são casas no estilo norte americano, de um projeto da Companhia Ford no Brasil, implantando entre 1938 a 1940, nesse período Belterra ficou conhecida como a cidade americana no coração da Amazônia. Em Santarém, a Orla traz um espetáculo da natureza que é o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas, que pode ser visto gratuitamente todos os dias”, orienta Elcivânia.

Outra atração é o artesanato que é trabalhado por artesãos locais, incluindo aí populações tradicionais com grande influência dos antigos povos indígenas que habitaram a região. No Centro de Artesanato Cristo Rei (inaugurado em 23 de junho de 2015 - dia do aniversário de Santarém) é possível adquirir cestarias, cuias com grafismos, biojóias e cerâmicas dentre outros produtos.

A região ainda dispõe de uma gastronomia que é a base principalmente de peixes como Tucunaré, Tambaqui e Pirarucu e, no segundo semestre, o Çairé que acontece na Vila de Alter do Chão é um forte atrativo para os turistas, misturando as culturas sacra e secular.

“O Çairé é uma manifestação tanto religiosa quanto profana que acontece no mês de setembro (17/09 a 21/09/2015). Há um movimento que começa na quinta-feira com o levantamento dos mastros na praça da comunidade. Esse é parte do momento religioso, no qual também são celebradas missas durantes os cinco dias de festa. Já na sexta temos a apresentação, no espaço ‘Lago dos Botos’, dos botos Tucuxi e do Cor de Rosa, apresentados em um festival embalado pelo ritmo do carimbó”, explica Elcivânia Barreto.

(DOL com informações da UFPA)

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