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Sindmepa irá pedir ajustes no plano emergencial

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) vai sugerir ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, a realização de ajustes no Plano Emergencial de Saúde, anunciado pela prefeitura após o incêndio no Hospital Pronto-Socorro Municipal (PSM) Mário Pinotti, da 14

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O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) vai sugerir ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, a realização de ajustes no Plano Emergencial de Saúde, anunciado pela prefeitura após o incêndio no Hospital Pronto-Socorro Municipal (PSM) Mário Pinotti, da 14 de Março.

Ontem, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 5 milhões para a aquisição de equipamentos e mobiliários. Após 22 dias do incêndio, a avaliação do sindicato é de que o plano não saiu do papel e a população continua sofrendo com a carência de atendimento médico. O assunto foi discutido durante reunião dos médicos, na noite de ontem, na sede do sindicato.

Além da superlotação no PSM do Guamá, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa não foi reaberta e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) continuam funcionando de forma precária. Além disso, os médicos do PSM do Guamá estão adoecendo devido à demanda de pacientes, que triplicou depois do incêndio. “Vamos chamar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para uma conversa e exigir que o plano funcione”, informou o diretor do Sindmepa, João Gouveia. A proposta dos médicos é de que o Hospital Samaritano, anunciado pela Prefeitura de Belém como o local de maior retaguarda aos pacientes em procedimentos cirúrgicos, passe a funcionar imediatamente. Na visita realizada pelo Sindmepa na semana passada, o Samaritano estava fechado e sem previsão de funcionamento.

MÉDICOS

A outra proposta do sindicato é equipar as 12 UBS que realizam atendimento de baixa complexidade, além de recontratar os médicos que atuavam no PSM da 14 de Março em regime de plantão. Após o incêndio, parte desses profissionais foi distribuída para outros hospitais e outra parte foi dispensada, por não possuir vínculo contratual.

Atualmente, 460 médicos atuam como plantonistas nos dois PSMs e nas UBS de Belém. “Queremos que esses médicos retomem aos seus postos, para desafogar os profissionais e pacientes nos estabelecimentos de saúde da cidade”, diz João Gouveia.

(Diário do Pará)

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