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Violência impõe rotina de medo

Quem mora no entorno de áreas onde há concentração de usuários de drogas compartilha um sentimento de medo. A rotina de insegurança é relatada, principalmente, por quem convive mais próximo a essa realidade, a exemplo do que pode ser observado no bairro d

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Quem mora no entorno de áreas onde há concentração de usuários de drogas compartilha um sentimento de medo. A rotina de insegurança é relatada, principalmente, por quem convive mais próximo a essa realidade, a exemplo do que pode ser observado no bairro da Campina, em Belém.

Na Avenida Presidente Vargas e nas ruas próximas, por exemplo, é comum encontrar usuários de drogas. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) indicam que, apenas nos 6 primeiros meses deste anos, 225 roubos e 6 furtos foram registrados em toda extensão da Avenida Presidente Vargas. Por tudo isso, não é de se estranhar que os moradores daquela região da cidade adotem medidas de segurança para tentar escapar das estatísticas. A pedagoga Lana Fagundes, 40 anos, conta que duas semanas foram o suficiente para se adaptar à rotina de quem mora no bairro. Ela contou que está passando uma temporada na casa da irmã, localizada em uma via próxima à avenida Presidente Vargas, já que a irmã viajou e preferiu não deixar o imóvel fechado.

AMEAÇAS

Mesmo com a presença de vigilante pago pelos moradores, com um portão todo fechado, telas nas grades do segundo andar da casa e cerca elétrica, Lana afirma que ainda se sente insegura no local. “A gente não consegue sair de casa à noite. É muito perigoso.”, diz. “Já quebraram o vidro do carro do meu cunhado uma vez, estacionado aqui na frente. A gente só vê uma viatura em frente ao Hotel Hilton e na Praça da Trindade”.

A queixa de quem trabalha no comércio local é a mesma. Funcionário de uma panificadora do bairro, Lucivaldo Ribeiro, 47, conta que as ameaças de assaltos são constantes. Para ele, o policiamento na área deveria ser mais ostensivo, para inibir possíveis ações criminosas. “Os malandros param aqui na porta. Quando o cliente vai entrar, eles já pedem dinheiro ou entram e vão perturbar as pessoas”, conta. “A gente vai lá e pede para saírem, mas eles nos ameaçam. Os assaltos são constantes. A gente vê a viatura passar, mas não tem polícia presente. Ficamos desamparados”.

Por meio de nota, a assessoria da Polícia Militar do Pará informou que, apesar de os moradores afirmarem o contrário, o perímetro citado tem policiamento em rondas permanentes e policiamento a pé, além de pontos de parada de viaturas, que atendem ocorrências quando são acionadas. A PM disse, ainda, manter policiamento em bicicletas e em ações e operações conjuntas com outros órgãos de segurança pública e órgãos parceiros.

(Diário do Pará)

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