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Pais peregrinam em busca de atendimento

Em um minuto (das 10h24 para 10h25), o DIÁRIO contabilizou seis crianças acompanhadas dos pais entrando no Pronto-Socorro do Guamá. Apressados, procuravam por atendimento pediátrico. Os filhos entram carregados no colo. “Aqui entra toda hora criança. Quer

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Em um minuto (das 10h24 para 10h25), o DIÁRIO contabilizou seis crianças acompanhadas dos pais entrando no Pronto-Socorro do Guamá. Apressados, procuravam por atendimento pediátrico. Os filhos entram carregados no colo. “Aqui entra toda hora criança. Querem pediatra. Tá tudo lotado lá dentro. Eu sei. Meu marido está lá”, diz a dona de casa Dhessica Evolyn Santos, 21 anos.
Uma ambulância chega. Mais uma criança. Thaisa Trindade, 8 anos, é segurada no colo pela vizinha. A criança, com o rosto batido e nariz sangrando, entra no PSM. A tia, Sheila Trindade, 34, fica do lado de fora. Não pode entrar. Apenas uma acompanhante. É regra do local.

A sobrinha foi atropelada por um motociclista na rua São Clemente, do Conjunto Cordeiro de Farias. A tia não estava no momento do acidente, mas foi informada pela vizinha de que a ambulância demorou a chegar. A menina foi primeiro levado para o Posto de Saúde do Tapanã. Segundo ela, lá ficaram em dúvida se a encaminhavam à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Icoaraci ou ao PSM do Guamá.

Sheila reclamava da demora em todo o atendimento da sobrinha. “A ambulância não tem sirene e o motorista pegou o caminho mais longe para chegar aqui. Eu disse que ele poderia ter levado direto para a UPA de Icoaraci, mas ele disse que não tinha pensado nessa ideia. No Posto do Tapanã, não decidiam para onde a levariam. A gente chega aqui e nem sabe se vai ser logo atendido.”
Já na Unidade Municipal de Saúde (UMS) do Jurunas, na rua Fernando Guilhon, a mãe de um menino de 6 anos, Rosa Corrêa, 53, precisa deixar o filho em casa enquanto não consegue marcar consulta com um pediatra. As dores no abdômen da criança são intensas, que só passam à base de remédios ou quando ele é levado a um posto de urgência e emergência.

CONSULTA

Rosa foi, na manhã de ontem, à UMS tentar uma consulta e recebeu a informação de que a criança só seria atendida se tivesse carteira do Sistema Único de Saúde (SUS). “Eu peguei essa criança para criar. Faço tudo por ele. Ele já fez uma série de exames e a gente não sabe o que é porque o médico ainda não viu os exames, justo porque ele não tem a carteirinha do SUS. Isso é urgente”, diz.

Rosa contou que tentou falar com a assistente social do local, mas a funcionária não a atendeu. Ela procurou a diretora da unidade de saúde, porém recebeu a informação de que ela estaria de licença maternidade. Quem responde pela unidade estaria em uma reunião em outro local. Insatisfeita, Rosa diz que vai procurar pelos direitos do filho.

(Diário do Pará)

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