No bairro de São Brás, em Belém, na confluência das avenidas Magalhães Barata, José Bonifácio e Almirante Barroso, localiza-se a Praça Floriano Peixoto. O local um dia chegou a ser ponto turístico de Belém. Hoje, quem passa por lá garante que exibe apenas sujeira, depredação e abandono por parte do poder público.
As lâmpadas que iluminam a escultura em bronze do primeiro governador do Pará, Lauro Sodré, eleito por duas vezes, foram arrancadas. O espelho d’água que rodeia o monumento está seco e o espaço é usado para descarte de garrafas plásticas, lixo e restos de alimentos.
Em oito anos como vendedor ambulante na praça, José Alves, 45, observou as transformações que o local passou. Agora, a principal reclamação é da sujeira. “Antes ainda se via revitalização, limpeza. Está tudo sujo. Não tem grama como tinha antes. Antes não pichavam os monumentos. Milagre ainda não terem pichado o homem”, se refere à escultura de Lauro Sodré.
MONUMENTOS
Sentado, com uma das mãos no queixo, a imagem do ex-governador está de costas para um segundo grupo de esculturas, em um mural. Desde 2012, quando a praça passou pela última reforma pela prefeitura, uma das esculturas do segundo grupo de monumentos teve a cabeça arrancada. Elas representam o trabalho, a república e as armas. Há mais de três anos que o patrimônio não retornou ao lugar de origem.
Parado em frente à placa pichada com o nome da praça, o agricultor do município de Tailândia, Benedito Raimundo Souza, 58, avista o obelisco de 20 metros de altura e questiona. “O que é tudo isso aqui? Vejo esses símbolos e não sei. Ver a praça assim é muito negativo”, diz.
O arte educador e malabarista, Hugo de Oliveira, 28, conta que o lugar ainda é frequentado por pessoas que não querem vê-lo mais abandonado. “Várias tribos urbanas vêm para cá para desenvolver sua arte. Pessoal do skate vêm aqui treinar. A gente procura ocupar para que não fique marginalizada mais do que já está. Teve uma revitalização em 2012. De benefício não teve nada. A praça está abandonada pelo poder público”, enfatiza Hugo.
Há 30 anos trabalhando em um lava jato na praça, Raimundo Souza, 57, relata que esse é o pior momento. “O prefeito (Zenaldo Coutinho) não faz nada. Não tem policiamento. Já fui assaltado várias vezes. De meio dia às 14h. E de 18h em diante não tem como andar por aqui. É assalto direto”. A Prefeitura de Belém foi contatada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar