Integrantes do Grupo de Pesquisa Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Bioma), da Universidade Federal do Pará (UFPA), estão analisando os restos mortais de um golfinho do gênero Sotalia, de espécie ainda não identificada, encontrado encalhado na praia do Farol, em Mosqueiro, no último fim de semana.
Os pesquisadores recolheram amostras do animal nesta terça-feira (21). Eles pretendem identificar a espécie e realizar exames para tentar descobrir as possíveis causas do encalhe. Sabe-se apenas que é um macho.
Segundo os biólogos, encalhes de golfinhos marinhos e fluviais são comuns na região. “Espécies de golfinhos fluviais, como os tucuxis, por exemplo, andam em grandes grupos, com até 60 indivíduos”, diz a bióloga Angélica Rodrigues, pesquisadora do Bioma/UFPA. “Como na costa paraense há uma intensa atividade pesqueira, eles podem ficar presos nas redes e morrer por afogamento”, observa.
NOTÍCIA
Angélica destaca que o grupo de pesquisadores foi informado da presença do animal na praia por uma oceanógrafa da universidade, na segunda-feira (20), à noite. No dia seguinte, a equipe foi ao local para analisar o caso. “Ele estava morto e tivemos dificuldades para coletar amostras devido à localização dos restos mortais, pois a carcaça estava em um buraco”, conta Angélica.
Após os pesquisadores fazerem a coleta e as primeiras análises do animal, os bombeiros rebocaram a carcaça e a lançaram de volta ao rio. O grupo de cientistas do Bioma é parceiro do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Norte (CEPNOR).
Agora, as análises seguem para tentar identificar a espécie e entender a situação de saúde do animal e, com isso, indicar as razões para o encalhe. “Precisamos analisar se ele estava doente, se havia infestações de parasitas no organismo, marcas de rede. Assim, poderemos apontar a possível causa da morte”, observa Angélica Rodrigues.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar