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Jovem autista usa crachá para não ser morto

O drama do jovem Eduardo de Souza Silva, o Dudu, morador da Grota, no Complexo do Alemão, morador da Grota, no Complexo do Alemão, parece ter terminado. Segundo informações do portal IG, na quarta-feira (22), o rapaz autista, de 21 anos, ganhou o prometi

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O drama do jovem Eduardo de Souza Silva, o Dudu, morador da Grota, no Complexo do Alemão, morador da Grota, no Complexo do Alemão, parece ter terminado.

Segundo informações do portal IG, na quarta-feira (22), o rapaz autista, de 21 anos, ganhou o prometido crachá de identificação para não ser mais confundido com bandidos.

O caso ganhou repercussão após ele quase levar um tiro, na terça-feira (21), porque, assustado, não obedeceu a ordem de parar dada por policiais.

O rapaz foi salvo graças ao alerta de moradores, que impediram a ação.

(Foto: Reprodução)

“Ele ficou muito feliz e prometeu que nunca mais vai tirar o crachá do peito”, contou o produtor cultural Helcimar Lopes, que denunciou o caso nas redes sociais e se espantou com a repercussão.

“A primeira coisa que ele me disse ao pegar o crachá é que tinha ficado famoso, pois todo mundo parou para falar da reportagem. Dudu é uma criança, não sabe a realidade”, completou.

O crachá foi presente de um gráfico aposentado, que pediu para não ser identificado, que consta o nome de Dudu e seu apelido na frente.

Na parte de trás estão os telefones de sua irmã e do tio.

Na sexta-feira (24), Helcimar vai tentar levar Dudu, e cinco cópias de sua foto em papel A3, à Coordenadoria de Polícia Pacificadora, que fica na entrada do complexo. “Eles precisam conhecer a história deste menino”, ressalta.

(Foto: Reprodução/Facebook)

O medo de que Dudu, um menino especial, seja confundido com um bandido e morto não é novidade na crônica policial do Rio.

No Complexo do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, a tragédia se consumou dia 22 de abril de 2014, quando Edílson da Silva dos Santos apareceu morto após noite de conflitos na favela, em protesto contra o assassinato do dançarinho Douglas Rafael Pereira, o DG.

Edílson tinha problemas psicológicos e era querido na favela.

O jovem, de 27 anos, era conhecido também na avenida Atlântica, em Copacabana, onde levava um rádio pendurado no pescoço, dançava funk e falava palavras sem sentido.

O soldado Hebert Nobre Maia foi indiciado pelo Ministério Público, que pediu sua prisão pelo crime, mas a Justiça não aceitou a acusação e arquivou o inquérito.

(DOL com informações do IG)

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