Documentos e uma arma de fogo de grosso calibre e sem registro compõem o saldo de apreensões da Operação Murucutum, realizada ontem de manhã no município do Acará, nordeste paraense, pelo Ministério Público do Estado do Pará.
A operação foi motivada por denúncias de fraudes em licitações no município. Os mandados foram executados na sede da prefeitura e ainda nas casas dos acusados: o prefeito José Maria de Oliveira Mota Junior; o controlador-geral do município, Anazildo Moraes; a tesoureira da prefeitura, Nara Pacheco Puga, e seu marido, Gerson Francisco Mendes Ribeiro, ex-proprietário da Empresa EC Tavares.
As empresas investigadas são a GBN Consultoria Contábil Ltda, Transambiental Ltda e EC Tavares Eirel. Segundo o procurador de Justiça Nelson Medrado, tudo começa com denúncias feitas por vereadores da Câmara Municipal do Acará sobre licitações irregulares realizadas pela prefeitura. “Com base nas denúncias, nós começamos a investigar e descobrimos, por exemplo, que a empresa que realizava os serviços de contabilidade para o município pertencia ao próprio controlador e que o faturamento desta superou o milhão de reais em 2013”.
IRREGULARIDADES
Medrado afirma que foram constatadas irregularidades relacionadas à prestação de serviço de transporte público e até mesmo no processo de construção de uma escola. Medrado conta ainda que as licitações eram ‘montadas’, ou seja, primeiro se fazia a compra e só depois se ‘montava’ a documentação. “Com isso fica difícil mensurar qual o prejuízo para os cofres públicos. A partir do momento que a licitação é irregular ou ela não é feita, não há registros oficiais que mensurem isso”.
(Diário do Pará)
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