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Promessas de Zenaldo não vão além das palavras

Na teoria, o PSM do Guamá dividiria a demanda com outras onze unidades básicas de saúde e mais o hospital Samaritano (que teria sido comprado por Zenaldo, numa operação feita a toque de caixa, mas que até agora não saiu do papel) para amenizar os graves p

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Na teoria, o PSM do Guamá dividiria a demanda com outras onze unidades básicas de saúde e mais o hospital Samaritano (que teria sido comprado por Zenaldo, numa operação feita a toque de caixa, mas que até agora não saiu do papel) para amenizar os graves problemas do sistema de saúde pública na cidade, agravados com o incêndio no PSM da 14. Esse, pelo menos, foi o plano anunciado pelo prefeito Zenaldo Coutinho, logo após a tragédia que acabou causando a morte de três pessoas. Passados exatamente um mês do episódio, a prática tem se mostrado outra.

O hospital do Guamá se tornou o único ponto de referência para os pacientes que não encontram atendimento nas unidades dos bairros. O Samaritano continua fechado, com a promessa de começar a funcionar nesta semana. Nas unidades de saúde, faltam materiais para sutura, equipamentos para ventilação e até esterilizadores. Também não há suporte para emergências cardíacas.

O PSM da 14 continua funcionado, mas apenas na área destinada às Unidades de Terapia Intensiva e em um anexo para gestantes. Deixou de ser porta aberta. Ou seja, só recebe pacientes que chegam encaminhados de outras unidades de saúde. Dois profissionais do DIÁRIO tentaram entrar no hospital, argumentando estar doentes, e foram informados que o local só recebe gestantes ou pacientes de UTI. Enquanto isso, o prefeito, que até agora não fez nada, promete que as obras de recuperação do hospital serão concluídas em janeiro de 2016.

A população, sem outra alternativa, continua esperando. E transformando o PSM do Guamá no caos absoluto. “O atendimento que está sendo prestado no Guamá aumenta os riscos de infecção. Os pacientes ficam muito próximos, alguns dividem a mesma maca. Além disso, há uma pressão para o atendimento rápido, porque a demanda é grande, e isso compromete a esterilização dos materiais”, alerta o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará, Wilson Machado. O DIÁRIO questionou o secretário de saúde, Sérgio Amorim, sobre as promessas não cumpridas pelo prefeito até agora, mas ele informou que o jornal teria de encaminhar as perguntas para a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura. O contato foi feito, mas, até o fechamento desta edição, não houve respostas.

(Diário do Pará)

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