O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) discutirá o problema da superlotação e, consequentemente, a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos profissionais da saúde na Santa Casa na próxima quarta-feira, 29, às 10h, em reunião com a direção do hospital, juntamente com os profissionais de ginecologia, obstetrícia, pediatria, e neonatologia que atuam no hospital. Segundo o diretor do Sindmepa, João Gouvea, os problemas afetam, principalmente, as áreas de obstetrícia e pediatria.
Gouvea afirma que as mazelas que atingem a Santa Casa são muito parecidas com o que ocorre na rede de urgência e emergência em Belém. Um dos problemas que geram a superlotação seria a ineficiência do pré-natal oferecido na rede de atenção básica dos municípios paraenses.
Segundo ele, pacientes graves ficam internados nos centros cirúrgicos e na sala de recuperação pós-operatório da maternidade, que acaba virando uma “semi-intensiva”. Além disso, a capacidade da UTI neonatal também é pequena. Já na reunião marcada com a direção da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) para a próxima quinta-feira, às 9h, Gouvea afirma que o Sindmepa pedirá ao governo que cobre investimentos dos municípios na rede de atenção básica.
Outra questão colocada diante do governo pela entidade será a necessidade de realização de concurso público e implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações no hospital.
“A Santa Casa é um hospital com perfil de gravidez de alto risco. O ideal é que pelo menos os municípios maiores tivessem um hospital-maternidade, como, por exemplo, Ananindeua, que tem 500 mil habitantes, e Santarém, com quase 400 mil habitantes. O governo também pode construir maternidades regionais, diminuiria bastante esse problema”, avalia Gouvea.
RESPOSTA
O DIÁRIO contatou a Fundação Santa Casa de Misericórdia e a Sespa para esclarecer sobre a superlotação da Santa Casa e as questões abordadas pelo Sindmepa, porém até o fechamento desta edição não houve resposta.
(Diário do Pará)
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