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Partes de casarões podem cair a qualquer momento

Desde a segunda-feira (27), a Defesa Civil liberou parte do acesso às ruas Santo Antônio, Padre Prudêncio, Leão XIII e Gaspar Viana, após o incêndio dos casarões históricos, na quinta-feira (23). Porém, o órgão orienta que os pedestres evitem transitar pr

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Desde a segunda-feira (27), a Defesa Civil liberou parte do acesso às ruas Santo Antônio, Padre Prudêncio, Leão XIII e Gaspar Viana, após o incêndio dos casarões históricos, na quinta-feira (23). Porém, o órgão orienta que os pedestres evitem transitar próximo do tapume de isolamento das estruturas, pois ainda existem riscos de desabamentos.

Na manhã de ontem, a equipe do DIÁRIO esteve no comércio e flagrou que a determinação não tem sido cumprida pelos ambulantes e donos de lojas que funcionam normalmente, ao lado dos casarões, mesmo sem energia elétrica. O vendedor de água de coco Marlon Ferreira, 27 anos, colocou a barraca próxima ao isolamento de madeira, que separa os escombros da rua. Ele conta que chegou às 8h e permaneceria no local até às 18h. Marlon é ciente dos riscos. ‘’Não me sinto seguro, mas preciso trabalhar’’.

Desde as 6h, a vendedora de café Sirleide Conceição, 53, arrumou a barraca na travessa Leão XIII, perto do trecho da parede derrubada pelo Corpo de Bombeiros. As cadeiras dos clientes também ficam dispostas ao redor. Ela diz ter medo de algo mais desabar. Entretanto, precisa sustentar a família. “Trabalho neste local há 20 anos. Tenho meus filhos pra alimentar. Fica ruim trabalhar assim, mas tem de ser’’.

Arquiteta da Defesa Civil Municipal, Rosário Sá Ribeiro conversou pessoalmente com os ambulantes e pediu para se retirarem. No entanto, não foi atendida. ‘’Eu vou ter de procurar a Secon (Secretaria de Economia) para que eles façam esse trabalho. Ninguém pode ficar perto dos tapumes’’, diz a arquiteta. A vistoria interna ainda será feita pela Defesa Civil Municipal, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Segundo a arquiteta do órgão, esse trabalho deve ser realizado apenas na próxima semana, apesar dos riscos no local. As pessoas que passam pela área comentam a respeito de um bloco de concreto, suspenso por vigas metálicas, que parece prestes a desabar. “Essas estruturas de concreto e os escombros amontoados nos dão medo de passar por aqui”, diz o pintor Otoni Barbosa, 50.

(Diário do Pará)

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