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Convênio pode ampliar atendimento de oncologia

Representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) se reuniram, na manhã de ontem (30), com o objetivo de fechar convênio para ampliar o atendimento da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon

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Representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) se reuniram, na manhã de ontem (30), com o objetivo de fechar convênio para ampliar o atendimento da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Universitário João de Barros Barreto.

O reitor da UFPA, Carlos Maneschy, informou que, hoje, o núcleo de oncologia da universidade atua com apenas 20% de sua capacidade para realização de quimioterapia e com 0% para radioterapia. A proposta é que os atendimentos passem a atender 100% da capacidade. “Hoje temos dificuldade de prestar o serviço em sua plenitude porque há amarras burocráticas. Então, estamos vendo uma forma de cooperar para poder oferecer o serviço na dimensão que temos capacidade”.

A Unacon tem capacidade para realizar cerca de 800 sessões de quimioterapia por mês e, caso estivesse em funcionamento, cerca de 150 a 200 sessões de radioterapia por mês. Ainda que a cooperação já esteja em discussão, Maneschy destaca que essa é uma medida transitória que deve ser colocada em prática somente até que a empresa pública selecionada assuma o gerenciamento do hospital. “Estimamos que leve em torno de dois anos para que o hospital possa ser totalmente gerenciado pela Ebsersh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares)”, estima. “Nesse ínterim, estamos prevendo essa solução temporária para viabilizar os serviços de oncologia através de um convênio com o Governo do Estado”.

Uma próxima reunião para tratar sobre o assunto deve ser realizada na segunda quinzena de agosto. O secretário de estado de Saúde Pública, Vitor Matheus, reconheceu que, no Estado, o tratamento oncológico, dependendo da especialidade, pode demorar para ser iniciado. “A oncologia é a segunda maior causa de morbidade em termos de doença no Estado e, dependendo da especialidade, temos uma demanda reprimida”. Com relação à quimioterapia, a situação é um pouco melhor, segundo ele. “Mas com relação à radioterapia ainda temos uma demanda significativa que acaba aumentando o tempo de espera”.

(Diário do Pará)

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