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Peritos do CPC Renato Chaves param hoje por 24h

Os peritos legistas e criminais do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves de Belém, das regionais de Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira e dos núcleos de Parauapebas, Bragança, Abaetetuba, Tucuruí, Paragominas e Itaituba, param hoje as ativi

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Os peritos legistas e criminais do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves de Belém, das regionais de Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira e dos núcleos de Parauapebas, Bragança, Abaetetuba, Tucuruí, Paragominas e Itaituba, param hoje as atividades por 24 horas. Em frente às unidades, os servidores irão protestar por aumento salarial e melhores condições de trabalho.

Segundo o presidente da Associação de Peritos Oficiais do Pará (Aspop), Aldecy da Costa Moraes, o salário dos peritos está defasado em relação aos ganhos dos demais profissionais da segurança pública. De acordo com ele, no ano passado, o salário dos peritos, que varia conforme o tempo de serviço, deveria ser reajustado em 25%.

O presidente da Aspop afirma que se reuniu com a secretária de Administração Alice Viana, para pedir o aumento. Ela teria prometido o reajuste, porém, não cumprido. “ Temos o pior vencimento dos nove estados da Amazônia Legal. O aumento salarial foi dado para as Polícias Civil e Militar. Nós tentamos todos os meios possíveis de negociar com o governo, mas não deu em nada. Por isso vamos paralisar. Eles ignoraram nosso pedido”.

Outra situação que deixa a categoria revoltada diz respeito ao abono salarial, concedido somente aos técnicos de nível superior do CPC.

MATERIAL

A falta de material apropriado para o trabalho da perícia também indigna a categoria. Segundo Aldecy, não tem máquinas fotográficas e nem mesmo fitas para isolar os locais de crimes. “ Em 2010 nós recebemos umas maletas para o trabalho pericial. Foram doadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. De lá para cá não houve nenhum avanço de equipamento. Não tem trena, e nem máquina digital para bater foto”, disse.

O presidente da associação diz que não há como fazer perícia de poluição sonora, pois em todo o Pará não tem o decibelimetro, instrumento utilizado para realizar a medição de nível de pressão sonora. Sobre as acusações de que peritos de Castanhal teriam mais de um emprego, Aldecy diz que os profissionais buscam outras formas de ganhar melhor. “ Em razão da gente não ser valorizado, há peritos que arranjam outro emprego ou saem da instituição e vão para outro lugar. Não tem perspectiva de melhora”.

De acordo com a associação, o quadro do CPC é composto por 372 peritos em todo o Estado. Somente 30% estarão na ativa hoje. A categoria trabalhará apenas em casos de flagrante delito, estupro e local de crime. “A população é quem vai ser atingida. No caso de homicídios, que precisam liberar o corpo para a família o quanto antes, a tramitação da liberação irá demorar”.

(Diário do Pará)

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