A presença de escolas públicas entre as melhores do país na prova do Enem avançou novamente no ano passado, mas ainda é minoritária, segundo o Inep. Os dados mostram que, entre os 10% dos colégios mais bem colocados no exame do ano passado, 9,4% deles eram públicos. Em números absolutos, foram 147 instituições que ficaram entre as 1.564 na elite do país. Em 2013 eram 7,3% públicas entre as melhores -o primeiro avanço em quatro anos. Consideradas as instituições de grande porte (com mais de 90 alunos), onde mais de 80% dos alunos cursaram todo o ensino médio (alto índice de permanência) e têm estudantes de nível socioeconômico baixo ou muito baixo, as dez escolas públicas mais bem colocadas no Enem 2014 são da região Nordeste.
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A Escola Estadual de Educação Profissional Padre João Bosco de Lima, de Mauriti, no Ceará, está no topo do ranking. Segundo o Inep, são escolas de grande porte – com mais de 90 alunos – que têm indicador de permanência alto, onde 80% dos alunos cursaram todo o ensino médio, e têm alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo.
O ranking do Enem, em que figuram no topo as escolas particulares, não contempla 52% das escolas públicas brasileiras - por não terem metade dos alunos fazendo o exame (escolas com menos de dez participantes não aparecem). A situação é oposta na rede privada: somente 24% das 8,1 mil escolas do País não tiveram os dados divulgados.
Em todo o Brasil 1.295.954 estudantes fizeram o Enem. Houve uma melhoria na média das escolas de forma geral no comparativo entre 2013 e 2014: a nota da prova de Linguagem e seus códigos passou de 508 para 528; da Ciências da Natureza de 492 para 507; e das Humanas de 537 para 565. Porém, houve uma queda na nota da prova de Matemática, de 544 para 511.
(Diário do Pará)
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