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Campanha é lançada para conter avanço da doença

Começa nesta quarta-feira (12) em 118 municípios paraenses a 3ª edição da Campanha Nacional de hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma. Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde pretende atingir a meta de 8 milhões de crianças e adolescentes avaliados para d

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Começa nesta quarta-feira (12) em 118 municípios paraenses a 3ª edição da Campanha Nacional de hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma. Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde pretende atingir a meta de 8 milhões de crianças e adolescentes avaliados para diagnosticar e tratar crianças e adolescentes com as doenças.

No Pará, cerca de 5 mil e 500 escolas devem ser visitadas, para avaliar 823 mil estudantes. A ação é importante para tentar aumentar o diagnóstico precoce, principalmente da hanseníase, e encaminhar os casos suspeitos para tratamento na rede básica de saúde.

Mas para o Movimento de Reintegração dos Atingidos pela Hanseníase (Morhan), não basta atuar apenas em escolas. “Atualmente, o governo federal promove campanhas de detecção de hanseníase em estudantes de 5 a 14 anos de escolas públicas. O objetivo é descobrir casos novos em jovens, porque a probabilidade de quem alguém da família do infectado tenha a doença é muito alta. Mas é uma ação muito pontual, não atinge outros públicos- alvo. É necessário e urgente expandir essa cobertura”, avalia Arthur Custódio, coordenador nacional do Morhan. Ele lembra que a hanseníase permanece na relação das 10 doenças endêmicas no território nacional que precisam de uma atenção constante do Governo, por meio do Ministério da Saúde, para evitar novos casos. “Mas, houve uma retração nas ações de prevenção para esclarecer a população de que a doença pode ser controlada. O Brasil recuou no combate à doença”, lamenta Arthur.

Abaixo da meta - A conseqüência dessa retração foi a estagnação no combate à doença. Em janeiro, o Ministério da saúde comemorou uma queda no número de casos, com base em dados preliminares que apontavam 24.612 novos casos no Brasil. Em julho, o Ministério da Saúde disponibilizou a estatística real da doença que comprova 31.064 casos novos no País. São 24 casos a mais do que em 2103. Além do aumento do número de casos novos, foi constatada uma incidência maior de casos com sequelas, o que significa que o diagnóstico foi tardio”, revela o coordenador do Morhan. “O temor é que o Brasil dificilmente vai alcançar a meta de eliminação da hanseníase até o final de 2015. O compromisso foi assumido pelo governo em 2012, mas as estatísticas de casos da doença mostram que a hanseníase ainda está avançando”, conclui Arthur Custódio.

A distribuição da hanseníase no Brasil é irregular. Embora esteja presente em todos os estados, a doença tem uma grande concentração na Amazônia e região Nordeste. Os estados que lideram o ranking são Mato Grosso, Maranhão, Tocantins e, em 4º lugar, o Pará, onde foram registrados 3.432 novos casos no ano passado.

A hanseníase no Pará - Arthur Custódio destaca que o Pará tem uma história significativa com a hanseníase. O estado teve duas colônias de hanseníase ativas, em Marituba e no Prata, no município de Igarapé Açu (A primeira rural do país) e foi escolhido para iniciar novas ações do Morhan. “Muitas pessoas que sofreram com o isolamento compulsório ainda vivem nesses locais. E o estado continua entre as áreas de maior incidência. Por isso, deslanchar essa mobilização a partir do Pará é simbólica e importante, não apenas para prevenir a doença, mas também garantir os direitos de quem já foi afetado pela hanseníase”.

Em agosto, o Morhan vai inaugurar dois novos núcleos no Pará, nos municípios de Conceição do Araguaia e em Tucuruí. “Vamos iniciar um trabalho forte de esclarecimento e prevenção. Também intensificamos a luta para efetivar políticas públicas para reparação dos danos causados pelo maior episódio de alienação parental da história do país. São cerca de 10 mil brasileiros que ainda buscam os seus familiares”, explica.

Serviço:Lançamento da Campanha Estadual de Hanseníase - Às 9 horas, na Escola Municipal de Ensino Infantil Almeirindo Trindade (Rua do Acampamento, nº 2276- Pedreira.Telehansen (Morhan)- 08000262001.

(com informações do Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela hanseníase - Morhan)

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