A família de Raimundo Miranda, 68 anos, morto em decorrência da Doença de Chagas, continua assustada com a suspeita de um novo caso na família. A esposa do idoso, identificada como Maria José Silva Miranda, de 64 anos, também estaria apresentando os mesmos sintomas que o marido teve antes de falecer.
De acordo com Vandreia, nora de dona Maria, ela teria procurado um leito para ser internada na capital junto com o marido, porém, após a notícia da morte ela decidiu voltar a residência do casal, localizada no município de Cametá, no sudoeste do Pará, para acompanhar o enterro do esposo.
Ainda segundo os familiares, o corpo de Raimundo Miranda deve chegar por voltar das 18h no município. O velório ocorrerá durante a noite e o enterro na manhã desta quinta-feira (13), no cemitério municipal de Cametá.
"Estamos muito preocupados com o estado de saúde da minha sogra, que já está apresentando os mesmos sintomas do pai do meu marido", comentou Vandreia. "Elá já está com as pernas inchadas. E isso foi um dos sintomas que apareceu no meu sogro", completou.
Moradores de Cametá denunciam, também, que outros quatro casos da doença teriam sido confirmados pela secretaria de saúde da região. O número foi reconhecido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) na tarde de hoje (12), que ressaltou por meio de nota, que a morte de Raimundo Miranda, está incluído nos casos diagnosticados. A Sespa reforçou que está acompanhando os casos por meio do 13º Centro Regional de Saúde em Cametá.
A secretaria disse, também, que serão enviadas ao local, equipes dos setores de Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Entomológica.
"Em 2014 foram confirmados 156 casos de doença de Chagas aguda em vinte municípios paraenses, sendo que a maioria dos casos ocorreu por transmissão oral. Dois óbitos foram registrados neste mesmo período. As regiões de saúde que apresentam maiores números de casos em 2014: Metropolitana I (Belém), região do Tocantins (Abaetetuba) e Marajó II. Breves e Curralinho, no Marajó I, Muaná e São Sebastião da Boa Vista", informou a Sespa. Que completou divulgando os dados deste ano. "Em 2015, até o momento foram registrados 48 casos com dois óbitos. As regiões de saúde que apresentam maiores números de casos em 2015 são: Tocantins (Igarapé Mirin, Abaetetuba, Mojú, Barcarena); Metropolitana I (Belém e Ananindeua – com o maior número de casos) e Marajó II (Anajás e Breves).
ESTABELECIMENTO - O local que teria vendido o açaí, em Cametá, foi fechado nesta quarta (12). De acordo com a equipe de vigilância de saúde do município, o espaço não oferecia estrutura e nem higienização para a venda do produto.
(DOL)
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