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Professores do estado protestam contra descontos

Clamando por valorização, com cartazes e faixas empunhadas em frente à Secretaria de Estado de Administração (Sead), professores da rede pública estadual protestaram, na manhã de ontem (13), contra os descontos e a forma como eles vêm sendo realizados nos

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Clamando por valorização, com cartazes e faixas empunhadas em frente à Secretaria de Estado de Administração (Sead), professores da rede pública estadual protestaram, na manhã de ontem (13), contra os descontos e a forma como eles vêm sendo realizados nos contracheques de parte da categoria. Nenhum representante da Sead recebeu os servidores.

Veja o vídeo:

Com a manutenção do estado de greve, os professores decidiram, em assembleia, paralisar as atividades durante o dia de ontem, como forma de pressionar o Governo do Estado a prestar informações detalhadas sobre os valores exatos que estão sendo descontados em decorrência da greve deste ano, que durou 73 dias. “O que o Governo fez até agora foi só colocar no site da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) o número de faltas que cada professor tem. Mas não informa o valor total do número de faltas?”, disse o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Alberto Andrade.

PROPOSTA

Independentemente do pedido de esclarecimento, a proposta dos docentes é a de que os descontos possam ser suspensos com o compromisso de realizarem a reposição das aulas. Com a manutenção do abatimento dos dias parados, Alberto afirma que o próprio conteúdo programático repassado aos alunos fica prejudicado. “Temos também um problema pedagógico porque, com isso, o Governo não garante a reposição das aulas”.

Aluna da Escola Estadual de Ensino Médio Maria Helena Valente Tavares, localizada no bairro Distrito Industrial, em Ananindeua, Karina Brandão, de 20 anos, fez questão de comparecer ao protesto para cobrar melhorias. Uniformizada e segurando cartazes com dizeres favoráveis aos professores, ela também acredita que a melhor solução é a reposição das aulas. “Queríamos que deixassem a carga horária dos professores como era, para que pudéssemos ter a reposição. Ainda não fizemos nem a primeira avaliação na minha escola”, conta.

Assim como a estudante, o professor de História, Rosivan Sila, 47 anos, não viu nenhum avanço junto ao Governo, desde que os problemas enfrentados na educação foram apresentados. “Os problemas continuam e ainda aumentaram”.
Também criticando a forma como a dedução dos dias parados vem sendo feita, o docente conta que muitos colegas

teriam descontos fora da realidade. No primeiro momento, a sinalização do Governo era a de fazer o abatimento de 10% ao mês. “Muitos professores estão tendo descontos muito além dos 10%”.

Diante do problema, a categoria aponta que alguns servidores chegaram a receber apenas R$ 200 no último mês, já que muitos possuem empréstimos ou financiamentos que já são descontados diretamente em folha. “Nos sentimos não só desrespeitados, mas cada vez mais abandonados”.

Leia mais:

Sead diz que corrige “equívocos”

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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