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Problemas na BR-316 são alvo de fiscalização

Já nos primeiros quilômetros da rodovia BR-316, o trânsito complica. Os pedestres disputam espaço com os carros na pista, e os ônibus, que precisam parar nos pontos, deparam com acostamentos completamente esburacados. Os problemas estruturais enfrentados

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Já nos primeiros quilômetros da rodovia BR-316, o trânsito complica. Os pedestres disputam espaço com os carros na pista, e os ônibus, que precisam parar nos pontos, deparam com acostamentos completamente esburacados. Os problemas estruturais enfrentados diariamente na única via terrestre de acesso a Belém foram constatados por representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante vistoria realizada na manhã de ontem (14).

Diante dos impactos diretos gerados para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, o promotor de Justiça de Meio Ambiente do MPE, José Godofredo Pires dos Santos, informou que a vistoria técnica foi planejada para ser apenas o início de uma ação que pretende promover a solução dos problemas identificados. “O nosso objetivo é fazer um monitoramento prévio e, a partir daí, identificar esses pontos e chamar os entes públicos responsáveis”. Já denunciadas ao órgão pela própria população, as principais dificuldades estruturais constatadas pela equipe técnica dizem respeito à ausência de passarelas em pontos de grande fluxo de veículos, lentidão no tráfego, o grande volume de ônibus e transportes clandestinos e a escassez de paradas de ônibus regularmente organizadas. “O mais denunciado é o abandono da BR, principalmente na intervenção física. Uma gama de problemas”.

Responsável por fazer a fiscalização do trânsito, o combate à criminalidade e o atendimento a vítimas de acidentes ao longo da estrada, a PRF destacou que já emitiu uma série de relatórios, demonstrando preocupação com os transtornos causados ao trânsito pelas péssimas condições estruturais. Para a inspetora da PRF, Marisol Mota, a situação do embarque e desembarque de passageiros é realmente um dos impasses que precisa ser resolvido de forma emergencial. “Os poucos recuos que possibilitam que os ônibus possam entrar estão completamente cheios de buracos e os recuos que existem não são suficientes para suportar, por exemplo, 50 ônibus parando no mesmo local”.

BURACOS

No primeiro quilômetro da BR-316, o problema apontado pela policial fica evidente. Construído para que os ônibus encostem para a subida dos passageiros, o recuo localizado na parada de ônibus mais próxima a um shopping center da região está tomado por buracos que impossibilitem o tráfego de veículos. Sem conseguir acessar o local, os ônibus são obrigados a parar no meio da pista para que os passageiros desçam ou subam, complicando ainda mais o trânsito normalmente congestionado no local.Outro problema relacionado ao embarque de passageiros está no ponto de parada de ônibus intermunicipais, no quilômetro 8 da rodovia, ainda em Ananindeua. Com o acostamento também repleto de buracos, a população que aguarda o transporte precisa dividir espaço com carros, motos e bicicletas.

As deficiências são ainda maiores na altura do quilômetro 11, no município de Marituba. Com a passarela instalada no local sem condições de uso, a aposentada Maria Rodrigues, de 76 anos, precisa se arriscar a atravessar pela pista. A passos lentos e com o auxílio de uma muleta, a idosa não esconde o medo. “Tenho de passar pela estrada, porque a passarela está interditada, cheia de buracos”, diz.Acompanhando a tia sempre que ela precisa se dirigir ao outro lado da pista, o almoxarife Otacílio Júnior, 45, fica indignado com a situação da passarela interditada. “Vão esperar essa passarela cair em cima de um carro pra tomar uma providência?”, questiona.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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