No final de fevereiro de 2012, o Governo do Pará, por meio da Universidade do Estado do Pará (Uepa), realizou uma cerimônia em seu Campus de Marabá, para receber um terreno de 1.600 metros quadrados. O espaço tinha sido doado pela Prefeitura da cidade, para a construção do prédio do curso de medicina.
À época, o prefeito era Maurino Magalhães, que confirmou a doação do terreno com sua assinatura.
Naquela ocasião, a então reitora da Uepa, Marília Brasil Xavier, garantiu que o governador Simão Jatene aplicaria R$ 4,5 milhões para o novo Polo de Formação em Saúde, voltado à população de todo o sudeste paraense. No prédio, haveria laboratórios, salas de aula e até um Posto Saúde Escola. Pois bem. Lá se vão 3 anos e meio, e a obra ainda não foi finalizada. Estamos em agosto de 2015, e as obras de ampliação do Campus da Uepa em Marabá e da expansão do laboratório estão completamente paradas.
A reportagem do DIÁRIO foi ao local e só encontrou um segurança passeando pela área. O cenário é o mesmo que o jornal encontrou há 1 ano, quando denunciou o marasmo que tomou conta do campus da Uepa em Marabá. Iniciadas em novembro de 2012, as obras de ampliação do campus deveriam ter sido finalizadas em “270 dias corridos”, como informa a placa fincada no local e que indicaria julho de 2013 como prazo para conclusão. Já a expansão do laboratório tinha de ter sido finalizada em “120 dias”, ou seja, março de 2013. Resumindo: as obras no campus já atrasaram
2 anos e 1 mês e as no laboratório, quase 2 anos e meio.
PROMESSA ESQUECIDA
Há exatamente 2 anos, quando o governador Simão Jatene esteve em Marabá para proferir a aula inaugural da primeira turma do curso de Medicina da Uepa, ele prometeu que, em junho de 2014, o novo bloco estaria pronto para receber os futuros médicos. As palavras do governador já perderam a validade há mais de 1 ano, e ele age como se nunca tivesse feito tais promessas. E, pior, usa a imprensa oficial para divulgar que todas essas obras estão “a todo vapor”.
Desde que as aulas começaram, os estudantes do curso de Medicina estão utilizando salas alugadas, de uma universidade particular, devido à falta de estrutura na Uepa. Além disso, os alunos estão preocupados porque, pelo ritmo letárgico das construções, nada aponta para uma conclusão breve.
A PROMESSA DE JATENE
- Em 2012, disse que aplicaria R$ 4,5 milhões na obra para o curso de Medicina em “270 dias”. Há dois anos, disse que
terminaria em junho de 2014.
HOJE, O QUE DIZ O GOVERNO
- A propaganda diz que obras estão “a todo vapor”.
A REALIDADE
- Após 3 anos e meio, a obra não acabou. Há um ano está parada.
(Diário do Pará)
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