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Local é "depósito de pacientes"

A promotora Suely Regina Catete, que receberá os encaminhamentos das secretarias, criticou duramente a precariedade na atenção básica municipal. “Esse não funcionamento da base da prevenção à saúde gera todo esse caos no atendimento de média e alta comple

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A promotora Suely Regina Catete, que receberá os encaminhamentos das secretarias, criticou duramente a precariedade na atenção básica municipal. “Esse não funcionamento da base da prevenção à saúde gera todo esse caos no atendimento de média e alta complexidade, que deságua na urgência e emergência”, afirma.

Ela diz ter visitado o HPSM do Guamá durante uma madrugada e afirmou não ter gostado nada do que viu. “O que vi não era um hospital, mas um verdadeiro depósito de pacientes. Se providências urgentes não forem tomadas a unidade do Guamá chegará ao ponto que chegou a unidade da 14 de Março”, disse a promotora, que cobrou diretamente do secretário municipal de Saúde Sérgio Amorim a solução para todos os problemas apresentados, determinando prazos.

Ao receber a saraivada de questionamentos e críticas, Sérgio Amorim apelou para a velha desculpa da “herança maldita”, afirmando que desde 2013 a atual administração vem trabalhando para reorganizar e reequipar a saúde municipal. “Realmente há situações e áreas em que precisamos atuar mais. Há muita coisa ainda para ser feita. Os PSMs operam de portas abertas recebendo pacientes de todo o Estado, mas estamos tentando resolver”, garante o secretário.

Amorim chegou inclusive a relembrar a malfadada e polêmica compra do Hospital Porto Dias pela prefeitura, que nunca se concretizou, mais uma vez colocando a culpa pelo fracasso na negociação no Governo Federal, que não teria liberado o empréstimo. "Tivemos que desapropriar o Samaritamo. Pedimos R$ 140 milhões ao Governo Federal para construir mais um anexo no PSM da 14 de Março e para a compra de equipamentos, mas nenhum tostão foi repassado”, reclamou. Junto com o secretário de Estado de Saúde Vitor Mateus, Amorim falou por vários minutos na reunião sobre as parcerias feitas entre o município e o Estado para tentar resolver a situação da saúde em Belém, que até o momento não se refletiu na melhora do atendimento.

A promotora Maria da Penha Buchacra Araújo tratou sobre as condições de trabalho, no que se refere à segurança e proteção dos trabalhadores no HPSM do Guamá, e colocou problemas graves, mas de simples solução, como o não fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), lavatórios inadequados para higienização das mãos, manutenção inadequada de máquinas e equipamentos, entre outros, que também terão prazos para ser sanados.

Participaram da reunião João Gouveia (Sindmepa), Miriam Andrade (Sindsaúde), Mário Antônio Vieira (presidente do Conselho de Enfermagem-Coren), Antônio Jorge Ferreira da Silva (presidente do CRM) e representantes dos conselhos municipal e estadual de Saúde.

(Diário do Pará)

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