3.541 casos de dengue foram confirmados em todo o Pará, até agora. A informação foi divulgada nesta terça-feira (18), pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), no Informe Epidemiológico sobre a situação da doença no Estado.
No mesmo período do ano passado, foram 2.483 ocorrências, o que representa um aumento de 29,87%. Segundo o balanço, Belém foi o município que mais registrou doentes com dengue este ano: 990 no total.
Além da capital paraense, os municípios com maior incidência de casos confirmados este ano são Parauapebas (320), Altamira (247), Senador José Porfírio (183), Canaã dos Carajás (126) e Alenquer (108).
MORTES
Quatro mortes por dengue foram confirmadas este ano: duas na capital paraense, uma em Rurópolis e uma em Altamira. A Sespa orienta que as Secretarias Municipais de Saúde informem em um período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas.
Para a confirmação de óbitos é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen) e o Instituto Evandro Chagas (IEC) - que são credenciados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue - para o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e distribui às prefeituras inseticidas (larvicidas e adulticidas) para o controle. A Secretaria também faz visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa da dengue, além de apoiar a capacitação sobre a febre chikungunya.
SINTOMAS
O vírus da febre chikungunya está controlado, garante a Sespa. Em 2015, oito casos importados da doença foram confirmados no Pará por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém.
Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor (Aedes aegypti) e apresentam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue, considerada mais perigosa, pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus. A enfermidade é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença apresenta hemorragias e pode levar à morte.
O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença.
A Sespa também deixa claro que a preocupação com a zika segue os mesmos procedimentos em relação à dengue e à chikungunya. Logo, o Estado está preparado para seguir com o esquema já adotado. O tratamento é apenas paliativo, de suporte e correção de sequelas. Até o dia 18 de agosto deste ano já foram confirmados quatro casos da doença, sendo três em Belém e um no município de Dom Eliseu.
(DOL com informações da Agência Pará)
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