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Andar sobre duas rodas em Belém é difícil tarefa

Seguindo uma tendência mundial, Belém começa a dar suas primeira pedaladas em relação a ciclofaixas e ciclovias. Masquem trafega pelas ruas da capital paraense sobre duas rodas tem poucos motivos para celebrar o Dia Nacional do Ciclista, comemorado hoje.

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Seguindo uma tendência mundial, Belém começa a dar suas primeira pedaladas em relação a ciclofaixas e ciclovias. Masquem trafega pelas ruas da capital paraense sobre duas rodas tem poucos motivos para celebrar o Dia Nacional do Ciclista, comemorado hoje. Segundo especialistas, a cidade tem uma mobilidade precária.

Quem percorre longas distâncias encontra vias inadequadas, transporte público insuficiente e congestionamentos que consomem a saúde e tempo das pessoas. Por esses motivos, uma opção é o uso dos veículos não motorizados.

Aos 62 anos, o autônomo Delson Silva tem na bicicleta uma fonte de renda, já que usa o veículo para vender salgados, mas enfrenta desafios com o número reduzido de ciclovias. “Hoje ainda é bem complicado. Nos locais em que não há ciclovias é bem arriscado”, disse. Para ele, o trecho mais perigoso é “o percurso de São Brás até a (travessa) Generalíssimo (Deodoro)”.

O desrespeito ao uso das faixas exclusivas - tanto de pedestres quanto de motoristas - também é uma das reclamações dos ciclistas. Carregando cerca de 25 quilos distribuídos na parte traseira e dianteira da bicicleta cargueira, Edson Silva, de 42 anos, enfrenta mais que o peso das garrafas de água e refresco. “As pessoas não respeitam. Os motoristas manobram nas faixas, os pedestres passam por elas. Além disso, há muitos motoristas de moto que andam como se fossem ciclistas”, lembrou o funcionário de um depósito.

DESRESPEITO

Usando a bicicleta para aquecer o corpo antes da academia, a universitária Stefani Leal, de 23 anos, relata o desrespeito visto no dia a dia. “As pessoas não tratam os ciclistas como deveriam. Os motoristas principalmente”. Já o autônomo Sebastião Silva, de 56 anos, usa o meio de transporte para o trabalho. “Não pego ônibus nem tenho carro. Já trabalhei indo para o Entroncamento. Era muito ruim ir de bicicleta. Belém ainda precisa melhorar”, lamentou.

Andando pela cidade, também se observa a falta de bicicletários. Na avenida Almirante Barros, quase na esquina da travessa Antônio Baena, em São Brás, os funcionários de um prédio em construção colocam as bicicletas amarradas em postes e nas árvores que ficam no canteiro central da via. Na travessa Barão do Triunfo, entre as avenidas Almirante Barroso e João Paulo II, no bairro do Marco, a cena também se repete.

Falta de políticas públicas.

CICLOVIAS E CICLOFAIXAS EXISTENTES

CICLOFAIXAS (metros)
Rua Lopo de Castro - 1.700
Rodovia Arthur Bernardes - 15.306
Avenida Visconde de Souza Franco - 1.244
Avenida José Bonifácio - 694
Rua dos Mundurucus - 2.096
Avenida João Paulo II - 2.099
Travessa 03 de Maio - 2.441
Avenida Julio Cesar - 4.904
Avenida Centenário - 4.795
Avenida Augusto Montenegro - 14.024
Avenida Pedro Álvares Cabral - 6.703
Avenida Senador Lemos - 278
Avenida Paulo Frota - 2.155
Rua Dois de Dezembro - 448
Travessa Cruzeiro - 462
Rua Manoel Barata - 465
Rua Siqueira Mendes - 412
Avenida Tavares Bastos - 550
TOTAL: 60.776

CICLOVIAS (metros)
Travessa Marquês de Herval - 2.893
Portal da Amazônia - 1.538
Avenida Almirante Barroso - 5.762
TOTAL: 10.193

(Roberto Paraense/Diário do Pará)

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