Segundo Helder Barbalho, para que seja atingida a meta de se produzir 3 mil toneladas de pescado por ano em 2020, no Brasil, é preciso qualificar os profissionais. O ministro lembrou que o objetivo é que o Brasil se torne autossuficiente na produção, favorecendo também a balança comercial e, com o aumento da oferta, consiga diminuir o preço do pescado no mercado interno.
O Ministério da Pesca e Aquicultura tem uma meta de crescimento anual de 20% na produção de pescado, tanto na pesca de captura quanto na aquicultura. Com esta produção, o Brasil deve ficar entre os cinco maiores produtores de proteína de pescado do mundo. “A meta é sair de 760 mil toneladas para 1 milhão de toneladas na área da captura e de 600 mil a 700 mil toneladas para 2 milhões de toneladas na aquicultura”, disse.
VOCAÇÃO
O ministro Renato Janine elogiou a iniciativa levada pelos representantes paraenses. Segundo ele, além da vocação natural da região para a produção de pescado, a qualificação de novos profissionais na área é necessária para o desenvolvimento do país. Ele lembrou que não há previsão de criação de novos cursos este ano, mas que a apresentação de um projeto neste sentido já avança etapas para 2016. “Para isso, é importante que o projeto (de criação de novos cursos) esteja elaborado de forma apurada, com o mínimo de desperdício possível para que a análise seja feita de forma positiva no âmbito do ministério. Penso que este é um importante projeto para o futuro”, acentuou.
O projeto para criação dos cursos conta com apoio das deputadas federais pelo PMDB do Pará, Elcione Barbalho e Simone Morgado, segundo antecipou o ministro Helder. Ele explicou que o apoio das parlamentares é mais um ponto a favor da ampliação de cursos para as universidades públicas paraenses.
(Diário do Pará)
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