Ao todo, cerca de 50 participantes - entre estudantes, pesquisadores, professores e profissionais de mídia e comunicação - prestigiaram o 2º Workshop Global ITV da Universidade Federal do Pará (UFPA), realizado durante a manhã e tarde desta terça-feira (25) no prédio da RBA, em Belém.
O evento teve como objetivo principal discutir a convergência digital e a relação dos centros acadêmicos com o mercado de trabalho, como parte das ações de disseminação do projeto internacional Global ITV, que integra o Programa de Cooperação Brasil-União Europeia em parceria com o Seventh Framework Programme.
“Com um mercado cada vez mais exigente, a formação acadêmica deve acompanhar o mesmo ritmo”, destacou Camilo Centeno, diretor geral da RBA. “Seguramente, ainda há muitas oportunidades e coisas a serem feitas dentro dessa nova realidade, principalmente na área de serviços. Pessoalmente, me preocupa o pouco investimento que as cabeças de rede fazem na área da interatividade. Os vídeos, por exemplo, se tornaram o fator fundamental para o sucesso das novas mídias e não podemos ficar atrás.”
Apesar disso, Camilo ressalta que o Brasil, em termos de qualidade de transmissão e de conteúdo, não deixa a desejar diante do mercado internacional, pelo contrário.
A opinião é compartilhada pela professora e pesquisadora de televisão da UFPA, Maria Ataide Malcher, embora reconheça que o Brasil ainda precisa evoluir muito.
“Neste evento, percebemos que o cenário dos desafios que enfrentamos no Brasil não é completamente diferente dos países europeus, como bem pontuou a professora convidada, Lyn Pemberton, da Inglaterra”, disse Maria. “Aqui no Brasil ainda não promovemos esse diálogo sistemático entre academia e mercado com frequencia, e isso precisa ser fortalecido. Basta lembrar que, embora academia e mercado caminhem separadamente, a base é a mesma.”
EXPECTATIVA
Para o estudante de engenharia da computação, Cristian Nascimento, 20 anos, Belém e a região Norte deveriam fomentar cada vez mais debates como o projeto Global ITV.
“A transmissão interativa já é uma realidade e, apesar de ainda tímida, deve evoluir nos próximos anos. Assim como o meu pai, tenho muito interesse no projeto, pretendo adquirir know-how dentro da área (de telecomunicação) e, comparando com os eventos que tive oportunidade de participar fora do Estado, acredito o debate de hoje esteve no mesmo nível do que é discutido lá fora”, resumiu.
A expectativa também foi superada para os estudantes de jornalismo e publicidade da UFPA, Lucas Costa, 20, Danyllo Bermerguy, 21, Camila Guimarães, 20, e Gabriela Bastos, 19.
Para eles, poder ver como funciona na prática o que é discutido em sala de aula foi o ponto alto do evento. “Ainda não temos certeza do que pretendemos seguir dentro da nossa área, mas conceitos como a segunda tela e interatividade nos interessam muito, e como nossa região não é tão focada em discutir projetos globais, não poderíamos deixar passar essa oportunidade de participar”, complementou Danyllo.
(DOL)
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