Os estudantes da Escola Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, em Santarém, fizeram uma manifestação, na manhã de ontem, em frente à escola, onde fecharam a avenida Barão do Rio Branco. O motivo foi uma reforma que tem causado muitos transtornos. Os alunos reclamam principalmente do calor dentro das salas de aula, já que não há condicionadores de ar e nem mesmo ventiladores.
Os alunos e professores se uniram e têm uma agenda de protestos que iniciou com ontem. Eles também pretendem realizar manifestações na 5ª Unidade Regional de Ensino (URE), no Ministério Público do Estado (MP) e na Câmara de Vereadores.
Durante o protesto, os condutores de veículos que circulavam pela avenida foram obrigados a fazer o retorno. A Polícia Militar (PM) foi acionada para manter a ordem da manifestação. “Está insuportável, a gente não tem condições de estudar no calor, a gente quer uma sala de aula e não saunas de aula”, relata uma estudante, que pediu para não ser identificada.
O presidente do grêmio estudantil do colégio, Igor Pereira, reclamou que a reforma acabou há um mês. Porém, os estudantes continuam no calor. Segundo ele, a escola vive dias de calamidade. “O nosso pedido é que se resolva a questão elétrica da escola porque a 5ª URE mandou um laudo dizendo que a gente não pode usar a rede elétrica”, reclamou.
Segundo ele, a direção da escola perguntou se os alunos poderiam usar ventiladores para amenizar mais o calor e a reposta foi negativa. “Então nós não podemos usar nem ventiladores na sala de aula fechada com vidros, que não podem nem abrir”. O DIÁRIO não conseguiu contato com a 5ª URE.
(Diário do Pará)
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