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Saber lidar com as pessoas é uma arte

Há sete anos na profissão, a delegada Daniela Santos (35), atual diretora da Divisão Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), em Belém, acredita que não há dificuldade em comandar homens ou mulheres especificamente, mas sim de forma geral. “A e

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Há sete anos na profissão, a delegada Daniela Santos (35), atual diretora da Divisão Especializada no Atendimento a Mulher (Deam), em Belém, acredita que não há dificuldade em comandar homens ou mulheres especificamente, mas sim de forma geral. “A estratégia de comando que costumo usar é tratar os demais policias com cordialidade, respeitando a experiência policial de cada um e tentando identificar a característica qualitativa do servidor, para que possamos aproveitá-la da maneira mais eficiente possível na nossa rotina”, argumenta.

Para a delegada, quando se exerce função de comando, o mais difícil de administrar é o ser humano, seja homem ou mulher, pois tudo influencia no exercício da atividade. “A família, os estu- dos, o estado de espírito e o próprio estresse profissio- nal são fatores que têm que ser percebidos, analisados e ajustados pelo gestor, a fim de que o serviço policial não seja abalado. Mas é fato que as mulheres estão em posição de desvantagem, pois mensal- mente passam por um perío- do eminentemente feminino, que abala a estrutura, inclusi- ve, da direção”, ressaltou.

Especialista em Ciências Criminais pela UFPA em con- vênio com a OAB-Pará, Daniela Santos percebeu sua afinidade com a área do Direito Penal durante o curso na universidade e, ao mesmo tempo, almejava ingressar numa profissão estável, pro- veniente de concurso público. “Vi na carreira de Delegada de Polícia uma boa oportunidade de conciliar os dois inte- resses. Além disso, me consi- dero uma pessoa estimulada por desafios, o que é impres- cindível para o exercício da nossa atividade. Outro ponto muito importante na escolha desta profissão foi o apoio dos meus pais, que sempre me incentivaram a não dei- xar escapar as oportunida- des e a encarar com perseverança aquilo que a vida nos proporciona”.

A família, os estudos, o estado de espírito e o próprio estresse profissional são fatores que têm que ser percebidos, analisados e ajustados pelo gestor, a fim de que o serviço policial não seja abalado”.

Na área pessoal, Dani- ela Santos procura manter uma vida saudável. Como toda mulher vaidosa, cuida do corpo e da alimentação. “Com o tempo aprendi que não podemos abrir mão de nossa qualidade de vida e que também temos vida fora das delegacias. Somos pessoas comuns, que têm necessidade de cuidar da saúde, da família, e da beleza também”

Embora procure dividir o tempo entre trabalho e fa- mília, muitas vezes o exer- cício da profissão a impede de poder acompanhar mais de perto a rotina dos filhos. “Está é a parte que mais me toca, mas tento compensar a minha ausência de forma qualitativa quando estamos juntos. Faço questão de co- locá-los para dormir, ler os deveres de casa e a agen- da escolar, conversar com a professora por WhatsApp e sentar com eles para brincar. Para isso, conto com a ajuda de funcionárias maravilhosas e também tenho um marido muito companheiro, que, por ser policial, entende minha rotina profissional”, finaliza.

Veja também:

Cuidados com a beleza, sem prejudicar o ofício

Elas no comando

(Ericka Pinto/Diário do Pará)

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