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Ação informa população sobre esclerose múltipla

Em frente à academia onde costumava se exercitar, a estudante Leitícia Bianca Pontes de Lima, 18 anos, foi surpreendida quando, sem qualquer motivo aparente, caiu enquanto descia de uma moto. Ainda que alguns sintomas já houvessem se manifestado, ela e a

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Em frente à academia onde costumava se exercitar, a estudante Leitícia Bianca Pontes de Lima, 18 anos, foi surpreendida quando, sem qualquer motivo aparente, caiu enquanto descia de uma moto. Ainda que alguns sintomas já houvessem se manifestado, ela e a família nunca imaginaram que se tratava da doença evidenciada nacionalmente ontem, no Dia da Conscientização da Esclerose Múltipla.

Desconhecendo a maioria das informações sobre a doença, a experiência do diagnóstico de Leitícia Bianca ficou longe da ideal. Diagnosticada com esclerose múltipla aos 15 anos, a forma como a notícia foi dada é mais um indício da necessidade de chamar a atenção da sociedade e dos profissionais de saúde para a doença. “Com o nome de ‘sugestão de esclerose múltipla’ escrito na minha ressonância magnética (exame), a médica disse que em um ano eu estaria em uma cadeira de rodas e que eu teria mais 10 anos de vida e se virou”.

Passados três anos de muito esforço e apoio da família, a estudante concluiu o ensino médio, foi aprovada no vestibular para o curso de biomedicina e mantém uma vida considerada comum, obedecendo a alguns cuidados como não ficar muito tempo exposta ao sol. “Existe vida com esclerose”, avalia.

Como parte da programação do Dia da Conscientização da Esclerose Múltipla no Pará, a Associação de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla do Pará (AAPEM-PA) promoveu uma ação, na manhã de ontem, na Praça da República, em Belém. Foram distribuídos materiais educativos e realizados bate-papos com profissionais da área de saúde para troca de informações e esclarecimento de dúvidas.

Iniciando o contato com a doença a partir do diagnóstico da filha Biança, a servidora pública e presidente da associação, Karina Cecim Pontes de Lima, 42 anos, não hesitou em procurar, com recursos próprios, a opinião de um especialista no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Para ela, o mais importante é ficar sempre atento aos sinais para que o tratamento seja buscado o mais cedo possível. “Lá em São Paulo eu tive uma nova visão sobre a doença e fui informada que aqui no Pará temos um centro de referência que é o Hospital Ophir Loyola”.

SINAIS

Com bastante leitura e pesquisa sobre o assunto, Karina hoje já consegue perceber outros sinais que, antes da queda, a família não conseguiu identificar em Leitícia Bianca. As fortes dores que a menina começou a sentir nas pernas aos nove anos chegaram a ser confundidas com outra doença, logo descartada. A vista embaçada e ligeiras dormências em partes do corpo também foram relacionadas a outras possibilidades. “Ela tinha dores intensas na perna, mas ninguém imaginou que era algo relacionado ao cérebro e ao sistema nervoso central”.

Apesar da doença controlada na filha - no caso da Bianca, o tipo de esclerose é caracterizado pelo surgimento de surtos que são revertidos posteriormente -, Karina não cansa de buscar melhorias e maior divulgação para a patologia ainda pouco conhecida.

SOBRE A DOENÇA

O que é?
É uma doença inflamatória crônica de natureza autoimune. As células do sistema imunológico atacam a mielina presente nas fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, fazendo com que os sinais nervosos não sejam transmitidos adequadamente pelos neurônios e dificultando, assim, o controle de várias funções neurológicas.

Principais sintomas
Os sintomas iniciais mais comuns são fraqueza, alteração do equilíbrio e coordenação, aumento da contração dos músculos, formigamento nos membros, alterações visuais e alterações do sono. Muitas vezes os sintomas aparecem em forma de surtos, permanecendo em torno de 24 horas.

Quais são os tipos de esclerose múltipla?
*Recorrente-remitente: evolui em forma de surtos. É a forma mais comum da doença.
*Secundariamente progressiva: apresenta progressão dos sintomas após a fase de surtos.
*Primariamente progressiva: os sintomas são progressivos desde o início, sem surtos.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico e se baseia em dados de história e exame físico neurológico. O médico especialista indicado para fazer o diagnóstico é o neurologista.

Como é o tratamento?
É multidisciplinar, envolvendo médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e enfermeiros. Além disso, pode ser feito com medicamentos.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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