A maioria dos postos de revenda autorizada do gás de cozinha já está comercializando o produto com o valor reajustado. O aumento foi constatado por meio de uma pesquisa publicada na terça-feira (1) pelo DIÁRIO. Em alguns locais, o botijão pode custar até R$ 65. Entretanto, é possível encontrar estabelecimentos que praticam valores mais em conta.
No ponto de revenda L. Norat & Cia Ltda, localizado na travessa Carlos Carvalho, no Jurunas, o botijão de 13 quilos está custando, com a entrega, o valor de R$ 55. Porém, a funcionária do local Ana Carolina Vieira, 29 anos, informou que o preço pode aumentar mais, já que o percentual total de reajuste – os 15% da Petrobras e 9% das distribuidoras – ainda não foi aplicado ao preço final do produto.
Já no Chico Gás, localizado na rua dos Timbiras, na Batista Campos, somado à entrega o produto custava R$ 50 até segunda-feira passada. Com o reajuste, agora está sendo vendido a R$ 53. Mesmo assim, a funcionária Rosenira Cardoso, 30, diz que não houve queda nas vendas. Muito pelo contrário: ela garante que as vendas aumentaram nos dois últimos dias. Em um dia normal, a saída é de 80 a 90 botijões. Anteontem e ontem, foram vendidos até 110 unidades do produto. Rosenira acredita que os clientes resolveram fazer um estoque do produto com receio de que haja um novo aumento pela frente. “Vem gente até da Cremação comprar aqui. Eles falam que é porque lá está um pouco mais caro”, explica, ressaltando que, comprando na porta do estabelecimento, o valor do produto é R$ 45.
INDISPENSÁVEL
O proprietário do ponto de revenda E B Coelho, situado na rua Engenheiro Fernando Guilhon, na Cremação, Edmilson Coelho, 64, explicou que, até semana passada, o botijão estava custando R$ 45 - diretamente no ponto - e R$ 50 com a taxa de entrega. Desde o dia 1º, o preço saltou para R$ 50 e R$ 55, respectivamente.
Para o consumidor, o aumento vai pesar no bolso, mas não há outra saída: o produto é considerado indispensável. A contabilista Nair Barbosa, 63, afirma que o jeito é continuar economizando gás. Na residência dela, o botijão costuma durar, em média, 30 dias. Já a comerciante Socorro Prazeres, 61, disse que comprou um botijão há dois dias. Mas, para ela, não adianta economizar. A única solução é tentar adequar o orçamento para mais um aumento. “Nem me espanto mais porque é tanto aumento. É energia, combustível e agora o gás. Vou continuar usando normalmente”, afirma.
Gerente de uma lanchonete localizada no bairro do Jurunas, Maicon Ranieri, 28, disse que os efeitos do novo aumento ainda não fizeram diferença nas finanças do estabelecimento. Para driblar, ele conta que um amigo fornece o botijão de 13 quilos a R$ 45, mesmo com o preço reajustado. No ponto comercial, o gás dura cerca de 15 dias, já que é utilizado o dia todo.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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