O debate sobre o prazer feminino ganhou mais um ingrediente nos últimos dias. Os Estados Unidos anunciaram para o mundo o lançamento da droga Addyi, que estimula o apetite sexual feminino por meio da maior produção do hormônio dopamina no cérebro.
A doutora em química Luiza Martins, 31, vê na descoberta um grande avanço para as mulheres que sofrem com falta de libido. “O prazer é um problema contemporâneo. Essa descoberta garante a algumas mulheres um bem-estar que elas não possuíam.”
RESPEITO AO CICLO
A aposentada Helena Silva, 62, mãe da doutora em química Luiza, é divorciada e viveu o período em que a mulher lutou pela liberdade sexual e domínio do próprio corpo, com ajuda da pílula anticoncepcional. Porém, ela é contrária à pílula que estimula a libido feminino.
“Vivemos em tempos de grande promiscuidade, nos quais o amor é deixado de lado em troca do puro prazer. Essa droga veio para estimular ainda mais isso. O apetite sexual não deve ser forçado. Há um ciclo natural que deve ser respeitado”, pondera.
(Diário do Pará)
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