Os alunos da Escola Estadual Pedro Álvares Cabral, localizada no bairro Laguinho, em Santarém, no Baixo Amazonas, foram para as ruas com faixas, cartazes e carro-som protestar contra a má estrutura das instalações do prédio, na manhã desta terça-feira (08).
Dezenas de estudantes acompanhados por professores e funcionários da instituição fecharam metade da avenida Cuiabá. As principais causas do protesto são os defeitos na eletricidade da escola e a demora nas obras da quadra do colégio.
Além disso, Polícia Militar (PM) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram presentes para garantir a segurança dos manifestantes e o fluxo do trânsito, intenso na avenida.
Os estudantes também reclamam do calor intenso, pois, como não funciona a energia elétrica, os ar-condicionados e ventiladores não climatizam, dificultando o desempenho dos alunos.
“O calor dentro das salas está insuportável, existem vários outros motivos para a nossa indignação, mas nós selecionamos esses dois tópicos, o nosso calor que mesmo tendo nossas centrais de ar que conseguimos com o nosso dinheiro não foram instaladas, e a nossa quadra que é promessa de anos e vieram consertar e até agora nada”, disse uma das alunas líderes no movimento, Crislen Sousa.
Em gritos de protestos os alunos repetiam os relatos sobre o descaso do governo para com a escola e a falta de estrutura educacional. Professores e a direção da escola apoiaram e participaram do protesto.
“É uma luta justa pelo direito de uma educação melhor para que possa haver uma estrutura mais adequada, salas climatizadas para facilitar também a aprendizagem dos alunos”, afirma Danilo Siqueira, vice-diretor do Pedro Alvarez Cabral.
Um dos alunos relata a agonia dos alunos para estudarem no fortíssimo calor que começa das 10 horas da manhã em diante. “De manhã cedo tudo bem, mas a partir desse horário começa a esquentar. E a tarde é pior. A agente não consegue pensar, é muito calor”, conta Eliaquim Garcia, de 14 anos.
O vice-diretor desabafou a respeito da insistência da comunidade escolar para obter resultados para a melhoria das condições educacionais na escola, que é uma das mais tradicionais no bairro Laguinho e atende também muitos jovens do bairro Liberdade, Mapiri e Salé.
“Essa é uma luta que a escola trava já há bastante tempo. A comunidade se mobilizou conseguimos as centrais de ar, mas a gente não tem a estrutura adequada para botar nas salas. Isso é um descaso completo com a instituição, porque muitas vezes já solicitamos, já pedimos uma energia mais potente. O outro caos é a cobertura da quadra que é um processo que já se estende há pelo menos dois anos e a gente não vê essa obra e isso atrapalha bastante as atividades na escola”, critica Siqueira.
(DOL com informações Raphael Ribeiro/Santarém)
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