“Vamos voltar”. Essas foram as palavras ditas por dois assaltantes, há duas semanas, após renderem nove professores que lanchavam na área do refeitório da Escola Liberdade.
O crime ocorreu por volta de 16h30. Nesse dia, os alunos foram liberados mais cedo. Os docentes foram surpreendidos por dois rapazes armados que pularam o muro.
O professor Rui Barbosa, de Educação Física, 45 anos, relembra que todos ficaram com medo. “Eles nos ameaçaram e agrediram verbalmente. Levaram dinheiro, joias, celulares. Tinha uma professora que havia acabado de receber parte do salário e eles levaram”.
Os professores fizeram registro de Boletim de Ocorrência (B.O). Até agora, a polícia não tem nenhuma pista. “Entramos em contato com a Semed e com a polícia e pedimos ronda. Sinceramente, até agora não vimos ronda nenhuma por aqui. Alguns professores ameaçam se transferir”, ressalta Rui.
Preocupada com as condições estruturais e de segurança da escola, a doméstica Rose Amaral Souza, 32, até pensou em transferir a filha para outra instituição de ensino. Entretanto, por ser próximo de casa e a filha ter déficit de aprendizado, a mãe diz não ter outra opção. “É uma situação complicada. Minha filha evita até trazer as coisas para cá e a polícia só vem aqui quando tem assalto”, frisa.
Em nota, a Semed informa que as obras do ginásio estão acontecendo normalmente e em breve serão finalizadas. Quanto à escola, a nota diz que a empresa responsável pela obra teve um imprevisto, mas a Semed Já tomou as devidas providências e no prazo de 10 dias os serviços serão retomados. A secretaria também informa que a merenda escolar está regular.
(Diário do Pará)
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