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Moradores reclamam de lixão na Mundurucus

Entulhos, pedaços de madeira, vaso sanitário, pneus, colchões e até sofás ocupam, há quase um mês, parte da rua dos Mundurucus, ao redor do canal que corta a via, na esquina da travessa Segunda de Queluz, em Canudos. À primeira vista, a sensação é de que

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Entulhos, pedaços de madeira, vaso sanitário, pneus, colchões e até sofás ocupam, há quase um mês, parte da rua dos Mundurucus, ao redor do canal que corta a via, na esquina da travessa Segunda de Queluz, em Canudos. À primeira vista, a sensação é de que passou um vendaval por ali devido a grande quantidade de lixo depositada no local.

A dificuldade para transitar naquela área também é grande. Os carros precisam disputar espaço com os pedestres e ciclistas, já que a rua está quase completamente tomada pelo lixão.

SUJEIRA

Quem mora próximo reclama da falta de limpeza. Grávida e com dois filhos pequenos, a dona de casa Daiane Carneiro, 28, evita passar pelo local. A moradora teme que a sujeira coloque em risco a saúde da comunidade, levando doenças como a dengue. Além disso, ela conta que o lixão está atraindo ratos e mosquitos para aquela área. “Enquanto não tirar isso daí, essa montanha de lixo vai continuar crescendo”, reclama.

Morador da rua dos Mundurucus, o taxista Cleibe Juliano, 39, diz que o problema começou depois que a Prefeitura de Belém mandou fazer uma limpeza no canal. A sujeira retirada de dentro foi deixada nas margens do local por cerca de uma semana. Com isso, pessoas até de outros bairros de Belém começaram a jogar lixo também ali.

Cleibe disse ainda que, por pouco, uma tentativa de acabar com o problema não tornou a situação ainda pior. Segundo ele, há cerca de duas semanas atearam fogo em um colchão e as chamas quase alcançavam a fiação elétrica. O Corpo de Bombeiros foi acionado por duas vezes para apagar o fogo. Depois disso, restou ainda bastante fumaça no local. “Se for para deixar o lixo uma semana aí é melhor nem vir limpar. Se viessem buscar, no outro dia ninguém ia ficar jogando mais lixo”, avalia Cleibe.

A reportagem pediu nota de esclarecimento para a assessoria da Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (Sesan), mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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