Armazenados de forma incorreta e por um tempo muito maior que o prescrito pelo médico, medicamentos que costumam salvar vidas podem sofrer alterações e se tornar um risco para quem os ingere. Os especialistas alertam: por tudo isso, as sobras de remédios desprezadas após a conclusão de tratamentos precisam ter formas adequada de descarte. Essa é apenas uma das orientações disponibilizadas à população na segunda edição da programação Farmacêutico Pai D’Égua, a ser realizada pelo Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF) nos próximos dias 11 e 12.
RISCOS
Se descartados de forma inadequada, os medicamentos podem levar perigos não apenas à saúde de pessoas, mas também riscos ao meio ambiente, alerta Daniel Jackson Costa, presidente do CRF-PA. “Ao ser desprezado pela pia, pelo vaso sanitário ou mesmo no lixo comum, por exemplo, esse medicamento, inevitavelmente, vai parar nos lençóis freáticos”, ressalta.
Quando perder a utilidade ou ultrapassar a sua data de vencimento, o correto é que o medicamento seja incinerado. Ou seja, reduzido a cinzas. Segundo o presidente do conselho, o próprio poder público tem o dever e a obrigação de tomar essas providências. “Todas as unidades de saúde são obrigadas a receber e dar a destinação correta a esses medicamentos vencidos ou que não são mais usados“, diz Jackson.
Por se tratarem de produtos ocasionados por fórmulas químicas, é ideal também que, durante o período de uso, os remédios fiquem armazenados longe do calor, da luz direta e de umidade. Para que essas orientações sejam reforçadas à população, cerca de 120 profissionais farmacêuticos participarão do evento prestando vários atendimentos.
Entre os serviços oferecidos de forma gratuita, está a realização de testes rápidos para a detecção das Hepatites B e C e Sífilis, além da aferição da pressão arterial e medição do índice glicêmico. Para tais testes, os resultados poderão ser obtidos em minutos.
“Na primeira edição do evento, no ano passado, nós recolhemos 178 quilos de medicamentos vencidos e fizemos mais de 20 mil atendimentos. Esperamos aumentar os resultados esse ano”, avalia Jackson Costa.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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