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Portadora de Alzheimer necessita de cuidados

A engenheira agrônoma Orlandina Brito, 62, é vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) – Regional Pará e também cuidadora da mãe, Berta Brito, 82, diagnosticada com a doença há 12 anos. Orlandina conta que a descoberta da doença altero

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A engenheira agrônoma Orlandina Brito, 62, é vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) – Regional Pará e também cuidadora da mãe, Berta Brito, 82, diagnosticada com a doença há 12 anos. Orlandina conta que a descoberta da doença alterou a rotina familiar por completo. E, há quatro anos, a mãe passou a morar na casa dela, onde ela já morava com dois filhos.

Além de receber os cuidados da filha, dona Berta faz atividades para desenvolver o estímulo cognitivo como memorização, além de frequentar o centro da terceira idade, onde ela tem a possibilidade de socializar com outras pessoas, e participa das reuniões em família. A idosa trabalha ainda a parte física com fisioterapia e hidroginástica. Orlandina buscou tratamento para a mãe logo que descobriu a doença, o que foi crucial para que a enfermidade não avançasse de forma considerável. “Os grupos de apoio da ABRAz permitem que os cuidadores tenham troca de experiências que possibilitarão a melhor forma de cuidar. A gente aprende a conviver com a doença e a ter paciência”, garante a vice-presidente.

A ABRAz - Regional Pará conta ainda com uma equipe profissional multifatorial que coopera para o melhor atendimento desse público. No Brasil, há aproximadamente 1,2 milhão de casos da doença, sendo que a maior parte deles ainda não possui diagnóstico. No Pará, esse número chega a 40 mil casos. A enfermidade é mais comum em idosos e, após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.

Apesar de ser incurável, quando descoberta em seu estágio inicial, o tratamento à base de medicação prescrita por um especialista, aliado à constante estimulação cognitiva, pode retardar a progressão da doença. De acordo com o geriatra da ABRAz - Regional Pará, Karlo Edson Moreira, em geral, o principal sintoma apresentado pelo paciente acometido pela doença é a perda de memória acentuada e persistente.

A pessoa com Alzheimer costuma não notar as alterações. Os familiares mais próximos são os que acabam percebendo o problema e, neste caso, precisam procurar ajuda médica o mais breve possível. “O papel do cuidador é dar carinho, fazer a higiene do paciente e garantir uma boa alimentar. Mas, para isso, ele precisa de orientação”, diz o especialista.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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