Os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) de Belém vão paralisar suas atividades na próxima quarta-feira, 16. A decisão ocorreu durante a assembleia geral da categoria, realizada na noite de ontem, em Belém.
Os trabalhadores aprovaram, por unanimidade, a paralisação de 12 horas nesse dia na tentativa de estabelecer um prazo para que o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, chame a categoria para negociar as reivindicações. “Se não houver negociação nessas 12 horas, fica deflagrada a greve por tempo indeterminado a partir da quinta-feira, 17”, informou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará (Sintesp/PA), Carlos Haroldo.
O Samu 192 tem a função de garantir atendimento médico de urgência e emergência em qualquer lugar da cidade. No entanto, os trabalhadores denunciam a precariedade do serviço que vem sofrendo com a falta de investimentos do poder público municipal. Segundo eles, os setores funcionam de forma precária, inclusive a sala de rádio, responsável pelas chamadas emergenciais da população.
Se deflagrada, a greve atingirá toda a rede de atendimento 192 de Belém e região das ilhas (Outeiro, Mosqueiro e Cotijuba). Devem cruzar os braços pelo menos 600 trabalhadores das categorias de enfermeiro, motorista, técnicos de enfermagem, operador de rádio, operador de frota, entre outras. Durante a assembleia, foi aprovada a garantia dos 30% do atendimento na paralisação e possível greve. “A aprovação da greve é um recurso da categoria devido ao silêncio da Prefeitura de Belém para as nossas várias tentativas de negociação”, explicou Haroldo.
REIVINDICAÇÕES
A pauta de reivindicações é composta por cinco itens prioritários: incorporação do abono por produtividade no valor de aproximadamente R$100 e a isonomia do abono Samu, que acrescenta cerca de R$1.300 nos vencimentos dos trabalhadores; aumento do percentual do adicional noturno de 20% para 40% e aumento do vale-alimentação de R$270 para R$400. Outros itens da pauta estão sem negociação desde 2013.
Os servidores querem ainda melhorias no atendimento à população.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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