O Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Belém, que funcionará na estrada de Tapanã, sairá do papel. O ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho, anunciou ontem (10), em Brasília, que a pasta divulgará na próxima semana o edital para terminar a obra, que está parada há 3 anos. “Com a conclusão, o Pará terá o maior terminal do Brasil. O Estado é um dos que mais produzem pescado e tem de ter uma estrutura que possa efetivamente funcionar e garantir produto de qualidade e sanidade”, disse Helder.
A obra está orçada em R$ 38 milhões, sendo que R$ 25 milhões são para o término das obras civis e R$ 13 milhões para instalação de equipamentos, como uma fábrica de gelo com capacidade de processar 120 toneladas por dia. Os recursos são oriundos de uma emenda parlamentar da bancada paraense na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, que teve a liderança de Helder e o apoio dos três senadores do estado para serem liberados. “A importância desse empreendimento foi o maior argumento”, afirmou.
No início da tarde de quarta-feira (9), o ministro teve um encontro com a presidente da CRA do Senado, Ana Amélia (PP/RS), para agradecer o apoio e a liberação da emenda que possibilita o término da obra. O encontro também teve a participação do senador Waldemir Moka (PMDB/MS). Segundo Helder, a atuação da parlamentar gaúcha foi importante para o sucesso da iniciativa. Ele acrescentou que em outubro pretende inaugurar a nova sede da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Pará (SFPA/PA).
Para colocar a obra para funcionar, o empreendimento terá um cais flutuante com possibilidade de atracagem de 12 embarcações de porte médio e a possiblidade de receber o pescado de criadouro por via terrestre. “Poderá funcionar 24 horas sem interrupções”,
comemora Helder.
COMERCIANTES
Do cais, a produção pesqueira segue por meio de um veículo paleteira (espécie de trator, semelhante a empilhadeira de supermercado), até o prédio onde terá a sanidade comprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), processado e comercializado. Há, ainda, um segundo andar que será destinado aos comerciantes que venderão o pescado. Está prevista ainda a instalação de um posto de abastecimento que oferecerá combustível dentro do programa Subvenção Econômica ao Preço do Óleo Diesel, do MPA.
Além desse edifício, o TPP de Belém conta com três imóveis que abrigarão a administração e a SFPA/PA, outro que servirá de estação de tratamento de efluentes e resíduos sólidos e o último, de apoio à equipe de trabalho. Tudo isso em um terreno de 32,5 mil metros quadrados. “O colaborador do terminal terá condições para trabalhar, com vestiários, restaurantes e área de descanso”, informou o ministro.
PRODUÇÃO
Além da fábrica de gelo, o Terminal Pesqueiro Público de Belém terá capacidade para processar 6 toneladas de camarões, 8,5 toneladas de pescado fresco e mais 4 toneladas de peixe congelado por dia.
(Diário do Pará)
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