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Busca por formação muda rotina de estudantes

A estudante do ensino médio Thalia Rayana Ribeiro, 16, é um exemplo da busca crescente pelos cursos técnicos no Estado. Ela já está no segundo: faz parte do curso de informática básica oferecido em Belém pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (S

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A estudante do ensino médio Thalia Rayana Ribeiro, 16, é um exemplo da busca crescente pelos cursos técnicos no Estado. Ela já está no segundo: faz parte do curso de informática básica oferecido em Belém pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Thalia quer adquirir cada vez mais conhecimento e ter domínio do computador. O motivo é o sonho de ser engenheira civil. E para ela, o quanto antes se projetar no mercado de trabalho, melhor. “Sei que mexerei muito com plantas e precisarei do computador”, aposta.

Antes da formação superior, a estudante também se prepara para prestar pela segunda vez a prova do Instituto Federal do Pará (IFPA). Ela conta que no último processo de seleção se inscreveu a uma das vagas do curso técnico em edificações, integrado ao ensino médio, mas não passou por dois pontos. “Sei que com o técnico conseguirei ter uma melhor formação e entrar no mercado de trabalho”.

Para cima

A feirante Maria do Carmo Costa, 75, e o aposentado José Maria Ferreira Gonçalves, 60, também fazem juntos o curso gratuito de informática do Senai, na travessa Quintino Bocaiuva, no bairro de Nazaré. O casal dedicou as manhãs de segunda a sexta para se aperfeiçoar no curso de iniciação profissional.

“Eu fico observando os lugares que passo. Sei que se eu trabalhasse numa portaria, dando informação, fazendo relatórios, conseguiria desempenhar um bom trabalho”, empolga-se Maria. Para ela, as aulas se tornam uma nova oportunidade de sair da feira e entrar em outro segmento do mercado de trabalho. Em 2011, José sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Para ele, as aulas são como terapia.

Faz cinco anos que Maria comprou um computador. Até então ele era usado só esporadicamente devido à falta de domínio dos programas. Com o curso, a idosa agora se sente confiante até para pesquisar vagas de emprego. “Isso é uma ferramenta que te joga para cima. Se eu tivesse uma oportunidade, gostaria de trabalhar assim”, reforça.

Formação técnica ganha espaço no Estado

A coordenadora pedagógica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Arinalda Gomes da Costa, atesta : a formação técnica é um bom caminho para vagas de emprego. E a aptidão e o interesse pela área fazem a diferença no profissional. “ Cada um tem um perfil profissional. Nós sempre aconselhamos que primeiramente a pessoa identifique seu perfil. Aí, sim, opte em fazer a carreira”, aconselha.

Procura

De acordo com a coordenadora, várias empresas do interior do Estado solicitam à instituição a abertura de cursos técnicos, de 20 a 40 alunos, em média, para atender a demandas nas localidades, assim que formados. Segundo ela, em 2015, elevou-se a procura por técnicos na área da mineração em Canaã dos Carajás, Marabá e Paragominas. “Eles querem que formemos para logo em seguida absorverem esses profissionais".

(Diário do Pará)

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