Desde domingo (13), a família da aposentada Benedita de Lima Borges, de 77 anos, aguarda pela transferência da paciente para um hospital em Belém. Doente renal crônica, a idosa é ainda é hipertensa, diabética e apresenta quadro de pancreatite.
Internada em um hospital de Capanema, no nordeste paraense, a família diz que a idosa precisa ser transferida para uma UTI com atendimento em nefrologia.
“A sensação é de impotência. Já procuramos os hospitais, o plano de saúde, mas sempre a informação é de que não há vagas. É um descaso com a saúde no Estado”, disse Odália Borges, filha da paciente.
Atendida pelo Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep), a família conta que já levou o laudo até o plano, mas também ainda não obteve uma resposta positiva. “Soubemos ainda que o plano não cobre o acompanhamento de um médico na transferência, que seria preciso pagar mais R$ 1.500”.
Nesta quarta-feira (16), Odália e a irmã devem continuar, mais um dia, a maratona pela busca de um leito no Estado.
OUTRO LADO
Em nota, o Iasep informou que solicitou leito na rede privada de Belém, mas, até o momento, os hospitais informam que não há disponibilidade de vaga nas UTI’s.
De acordo com o Instituto, "o Saúde Center informa que a paciente está reagindo bem ao tratamento e tem previsão de alta para a próxima sexta-feira. A direção do hospital informou ainda que o Saúde Center não possui ambulância própria e que não cobram por remoção."
(DOL)
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