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Pioneiro não mandou limpar Cidade Nova VI

Após denúncias e reclamações de moradores do Conjunto Cidade Nova VI, em Ananindeua, a reportagem do DIÁRIO DO PARÁ esteve no local há dois meses e constatou uma montanha de lixo e entulho despejados de maneira incorreta em um terreno baldio, atrás da Fei

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Após denúncias e reclamações de moradores do Conjunto Cidade Nova VI, em Ananindeua, a reportagem do DIÁRIO DO PARÁ esteve no local há dois meses e constatou uma montanha de lixo e entulho despejados de maneira incorreta em um terreno baldio, atrás da Feira do 6 e do Posto de Saúde do bairro.Voltamos ao local e constatamos as mesmas condições de ausência de saneamento básico. Urubus dominam o espaço onde tudo é descartado: cascos de televisão, colchões, caroços de açaí, restos de materiais em PVC e até animais mortos.

FLAGRANTE

E nossa equipe até flagrou a ação dos porcalhões: pessoas em carros particulares ou em carroças, sem nenhuma cerimônia, despejavam lixo no local. Ao perceber que havia uma equipe da imprensa na área, o motorista de um veículo tipo pick-up foi embora, deixando a sujeira para trás.

Outro homem chegou ao local em uma carroça com mais duas crianças. Minutos depois, despejou o lixo na área, sem o menor sinal de arrependimento. “Quem mora aqui são os animais ou são as pessoas?”, questiona a moradora Paula Oliveira, 30 anos. Ela conta que na semana passada tentou impedir uma pessoa de jogar lixo no local e quase foi agredida. “Penso que moro na frente do lixão do Aurá. Tenho vergonha de trazer meus amigos em casa devido ao mau cheiro”, relata.

A moradora que divide a residência com o companheiro Genilson Soares, 22 anos, conta que o casal já está atrás de outra moradia. “Quando saio de madrugada para trabalhar, vejo gente chegando com seus carros para despejar lixo. Isso, além de falta de educação, é uma vergonha”, conta Genilson, que é açougueiro.

O lixão se formou há décadas e tem se agravado nos últimos anos, segundo a proprietária de um prédio de quitinetes. Heloísa Costa, de 64 anos, conta que a sua propriedade é a mais afetada pelo lixão. “Ninguém para no lugar. Acredito que a Prefeitura deveria propor um projeto para este lugar, seria uma maneira de acabar com esse problema”, opina.

O OUTRO LADO

A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), informa que a coleta de lixo e a limpeza da feira é feita regularmente. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 3344-2054, das 8h às 14h, em dias úteis.

(Wal Sarges/Diário do Pará)

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