De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Pará, Ildo Gasparetto, as investigações da operação Check In 2 vinham acontecendo há 1 ano, em conjunto com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Para ele, a prática do mercado negro nas dependências do Aeroporto Internacional de Belém era conhecida e por isso exigiu trabalho de inteligência policial, para fazer a prisão dos que abasteciam o câmbio ilegal.
“Quem vai ao aeroporto já sabia disso. Nós recebíamos denúncias da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e de pessoas que foram atrás do grupo para fazer esse tipo de câmbio. Por isso o trabalho de inteligência policial, para não pegar apenas os mulas”, disse Gasparetto.
O trabalho de trazer as mulheres traficadas, que estão em cárcere privado nas áreas de garimpo, também vai depender de investigação. “Como se trata de outros países, há a questão da soberania. No caso do país vizinho, está sendo feito contato e dependemos do próprio Itamaraty, pois se trata de relação entre países. Temos, inclusive, alertado famílias que nos procuram. Com certeza, vamos entrar em contato para trazer essas pessoas de volta”, falou o superintendente.
Os 9 presos, entre eles uma mulher, serão encaminhados para as unidades presidiárias de São Brás, Cidade Nova, Marambaia, Centro de Triagem Metropolitano II e Centro de Recuperação Feminino.
(Emily Beckman / Diário do pará)
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