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Paraense conta pânico vivido com família no Chile

A paraense Rosiléa Beltrão, que está em viagem de férias ao lado de familiares e amigos no Chile, conta os momentos de pânico vividos durante o terremoto que atingiu magnitude 8,3 na escala Richter na noite da última quarta-feira (16). “É uma experiência

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A paraense Rosiléa Beltrão, que está em viagem de férias ao lado de familiares e amigos no Chile, conta os momentos de pânico vividos durante o terremoto que atingiu magnitude 8,3 na escala Richter na noite da última quarta-feira (16).

“É uma experiência que muitos não gostariam de sentir”, garante Rosiléa.

Ainda abalada, a farmacêutica conta como aconteceram os tremores e a reação das pessoas no momento do ocorrido.

“Ocorreram dois tremores. Um por volta de 20h. O primeiro nós estávamos dentro de uma cafeteria. Pensávamos que era algo relacionado ao metrô, já que estávamos próximo a estação a estação mais movimentada de Santiago e por menos de um minuto o pânico aconteceu”, relata.

De acordo com a paraense, todos ficaram muito assustados. As pessoas foram saindo dos prédios que estavam, passageiros foram deixando as estações de metrô, correndo para as ruas. “Ficamos muito assustados, pois nunca passamos por uma experiência dessa. Foi um pânico total. Vimos tudo o que acontece em filmes. Só quem vive a emoção para contar, porque parece mentira”, descreve Rosiléa.

Após tudo aparentemente ter voltado ao normal, a farmacêutica revela outro tremor, segundo ela ainda mais forte que o primeiro. “Estávamos na rua embaixo de um tablado imenso. As lâmpadas e o tablado começaram a bater muito forte. Parecia que tudo iria cair. A terra tremeu muito e começamos a correr para uma praça onde estavam aglomeradas várias pessoas, buscando proteção”.

Assustado com a situação, a paraense revela o hotel em que está hospedada com seus familiares e amigos, também está lotado de brasileiros, que com medo dormiram no hall do hotel. “Era muita gente chorando, ligando para familiares e parados olhando para cima, com medo de outros abalos. Via-se o medo no rosto de cada um”, descreve.

Segundo a paraense, não demorou muito para que as pessoas voltassem ao pânico novamente. “Quando foi de madrugada, umas 1h30, outro tremor aconteceu. Abajur balançando, água no copo tremendo, piso literalmente com abalos sísmicos. Amanheceu e ninguém do nosso grupo de 7 paraenses, conseguiu pregar os olhos”, relata.

(DOL)

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