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Ideb: Pará não consegue cumprir metas para ensino

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) também realizado em 2013 mostrava que, nos anos iniciais da rede estadual de ensino do Pará, os alunos não conseguiram atingir a meta de 6,0 proposta pelo Pacto Todos Pela Educação e, ao contrário, tiv

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O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) também realizado em 2013 mostrava que, nos anos iniciais da rede estadual de ensino do Pará, os alunos não conseguiram atingir a meta de 6,0 proposta pelo Pacto Todos Pela Educação e, ao contrário, tiveram queda no desempenho. Na época, especialistas ouvidos pelo DIÁRIO afirmavam que era necessário melhorar a situação do ensino no Estado para garantir mais alunos aprendendo e com um fluxo escolar adequado. O resultado dos anos finais foi o mesmo, sem atingimento da meta e queda com relação a 2009, o mesmo se repetindo com alunos do Ensino Médio, onde, em cada 100 alunos, 26 não foram aprovados.

FICANDO PARA TRÁS

Em 2013, 10 unidades federativas haviam aumentado suas notas no Ideb em relação à edição anterior: Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Acre, Distrito Federal, Piauí e Paraíba. Alagoas manteve o mesmo índice: 2,6, o pior do país, seguido pelo Pará, com 2,7. Goiás obteve a melhor nota em 2013. São Paulo, mesmo ficando com a segunda colocação, caiu 0,2 ponto em relação ao Ideb 2011.

Para especialistas em educação, melhorar o nível dos novos professores deve ser prioridade entre os governos estaduais e municipais.

No Pará, com índices educacionais despencando vertiginosamente, o governador Simão Jatene tenta, a todo custo, “inventar a roda”, insistindo na implantação de programas que beiram a comicidade, não fosse a realidade da rede estadual de Educação tão trágica.

Entre ideias mirabolantes que vão desde a implantação de um curso de inglês ao custo de quase R$ 200 milhões até a contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviços educacionais destinados à realização de aulas de recuperação, o governador paraense preferiu se calar frente aos resultados realistas apresentados pelo Ministério da Educação.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

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