Para debater o problema e discutir medidas e propor o debate de experiências, foi realizado nesta semana o II Seminário Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, dirigido em especial a vítmas desse crime no Pará. A coordenadora do Comitê Estadual de Tráfico de Pessoas da SEJUDH, Leila Silva, ressalta: a falta de conhecimento em relação ao assunto ainda é a principal dificuldade para o combate ao tráfico de mulheres no interior do Estado. “Uma das maiores dificuldades é a de que as pessoas, muitas vezes, não sabem ou têm problemas em caracterizar e identificar o crime”.
Em Belém, um grupo atua há mais de 10 anos no enfrentamento ao tráfico de pessoas, na Sodireitos, ONG que trabalha na defesa dos direitos sexuais e migratórios e contra o tráfico de pessoas. Angélica Gonçalves, assistente social da Sodireitos, enfatiza a importância de esclarecer o assunto para torná-lo visível à sociedade. “O trabalho da ONG consiste, principalmente, em uma plataforma de três eixos: a prevenção, por meio de palestras e conscientização, o conhecimento, ou seja, a produção de pesquisas para gerar informações, e, por fim, o controle social”, destaca.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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