O município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, celebra 21 anos de emancipação e, embora seja o menor município paraense, em território, é o terceiro maior em densidade demográfica, com mais de 120 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Antigamente era distrito de Benevides, mas foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5857 de 22 de setembro de 1994, após plebiscito realizado em 21 de abril daquele mesmo ano, com votação favorável de 96% de sua população eleitoral.
Marituba é conhecida, inclusive, por ser uma “cidade dormitório”, pois muitos dos seus habitantes trabalham, principalmente, em Belém ou Ananindeua, e retornam ao município no período da noite.

(Foto: Ascom Marituba)
É o caso da fisioterapeuta Larissa da Silva Gonçalves, de 28 anos. Ela passa o dia inteiro em Belém, onde trabalha durante o dia em duas clínicas, e, durante a noite faz um curso de língua estrangeira.
“Ao menos duas vezes por semana eu vou ao cursinho, nesses dias retorno para casa somente após às 10 horas da noite”, comenta Larissa. “É cansativo, mas durante a semana eu relaxo com a tranquilidade que é morar em Marituba.”
Ela mora em Marituba com os pais e o irmão mais novo há três anos, e revela que tudo foi uma escolha dos pais. “Eles compraram uma casa para viver aqui e ainda não sei se mudaria para Belém. Apesar da distância, gosto do município”, afirma.

(Foto: Reprodução)
Marituba também é uma cidade conhecida por símbolos históricos, como a caixa d’água da antiga ferrovia Belém-Bragança e pelo monumento Menino Deus, considerado uma das sete maravilhas do Pará.
Em seu território, até o início dos anos 2000, existiam oito grandes ocupações.A maior delas, a ocupação Che Guevara (atual Residencial Almir Gabriel), evoluiu e hoje é considerada genuinamente maritubense, além de caracterizada como bairro.

(Adriana Pereira/DOL)
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