Mais de 60 anos após as primeiras políticas para incentivar a indústria automobilística no Brasil (com o governo de Juscelino Kubistchek, principalmente), atualmente o apelo de diversos setores da sociedade civil é para que a população desligue os motores e reduza o número de automóveis no país, optando por outros modais como o cicloviário. O tema é especialmente lembrado e discutido nessa terça-feira (22) no Dia Mundial sem Carro.
Em Belém, diversos passeios ciclísticos estão marcados para hoje à noite. Para quem é iniciante, serão realizados os eventos do grupo Trilha e Rumos, com concentração em São Brás, às 20h, e do grupo Bike Belém, às 20h, com concentração na loja Ciclor.
Para quem é do nível intermediário, ocorrem as pedaladas do Amazon Outdoor, às 20h, com concentração na travessa Boaventura da Silva, entre as travessa 09 de janeiro e avenida Alcindo Cacela, e do Bike Society, às 20h, no Posto Dallas (avenida Júlio César).
Nessa terça-feira, também será realizada uma audiência pública que discutirá o Plano Cicloviário Urbano de Belém, às 18h, no Auditório Janary Valente do Ministério da Agricultura, localizado na avenida Almirante Barroso.
PARÁ É O QUE MAIS TEM VEÍCULOS NO NORTE
No Pará, a reflexão sobre o excesso de veículos nas vias é ainda mais necessária: o Estado é que mais possui automóveis na região Norte, com uma frota de 514 mil carros de acordo com informações de levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para agosto de 2015.
Se considerar o número total de veículos, o Pará chega a uma frota total de 1 milhão e 678 mil (quase o dobro do segundo colocado, Rondônia, com 851 mil veículos). Só de motocicletas, são mais de 716 mil distribuídas pelas cidades paraenses.
(DOL)
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