Em visitas a Altamira e Vitória do Xingu, na última sexta, o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho, afirmou que o governo federal é o principal responsável pelos avanços em Altamira e nos demais municípios do entorno da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. O ministro participou das inaugurações de sede de colônia de pescadores, de laboratório de alevinagem, do Escritório Regional do MPA e de uma praça em Altamira.
“As administrações municipais têm participação importante nesse processo, em que as cidades estão recebendo obras que irão melhor a qualidade de vida da população”, lembrou. Porém, Helder acrescentou que o governo de paraense ficou ausente de todo o processo. “Gostaria de citar o governo estadual, mas não posso”, lamentou durante inauguração de uma praça no Cais do Rio Xingu.
Com a visita desta semana, Helder Barbalho foi o primeiro ministro de Estado a participar de uma reunião do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS) do Xingu. Nesse encontro, o governo federal e a sociedade civil debateram a melhor forma de como investir R$ 500 milhões do fundo, pagos pela Norte Energia, como compensação pelos impactos ambientais oriundos das obras da usina.
Na plenária, o MPA conseguiu aprovar um projeto destinado para mulheres pescadoras e aquicultoras, no valor de aproximadamente R$ 800 mil, e outro para instalação de tanques-rede e escavados para os agricultores familiares, investimento de R$ 1,1 milhão. Essas ações fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável do Xingu, lançado nesta semana pelo ministério. “O objetivo é integrar ações na pesca e aquicultura que gerem renda e forneçam pescado a preço mais barato”.
AQUÁRIO
Como parte dos recursos do fundo de compensação, Helder também inaugurou no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) um laboratório que irá pesquisar as espécies da região do rio Xingu e estudar técnicas de reprodução dos peixes voltados para a prática de aquariofilia. “O Pará e o Amazonas têm o potencial grande para peixes de aquário. Porém, aqui só fazemos a extração e mandamos para Minas Gerais, que fica com a maior parte do lucro. Isso sem falar do comércio exterior. Nossos peixes são levados para a China e vendidos para o Brasil. Com este laboratório, isso será minimizado”.
Também como parte dos recursos do fundo, foram inauguradas as sedes de duas colônias de pescadores, a Z-12, em Vitória do Xingu, e a Z-57, em Altamira. Essas iniciativas são parcerias entre o MPA e a Norte Energia e são estruturas reformadas para melhor receber os pescadores do Xingu. “A entrega da sede é resultado dos profissionais que vivem da pesca”, ressaltou o presidente da Z-12, Giácomo Shaffer. “Pela primeira vez recebemos atenção e ajuda necessária do governo. Helder foi fundamental nessa conquista”, disse Lúcio Vale, presidente da Z-57.Outra inauguração foi o escritório do MPA na Casa de Governo. Lá, pescadores tirarão dúvidas sobre programas do ministério, principalmente sobre o Registro Geral da Atividade de Pesca (RGP).
(Diário do Pará)
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