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Zenaldo pode ser preso pelas mortes no PSM da 14

Imediatamente após o incêndio no PSM da 14, foram registradas 3 mortes de pacientes que estavam internados e precisaram ser removidos às pressas. Mas nenhum inquérito civil foi aberto para apurar a relação entre as mortes e a aspiração de fumaça ou aos pr

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Imediatamente após o incêndio no PSM da 14, foram registradas 3 mortes de pacientes que estavam internados e precisaram ser removidos às pressas. Mas nenhum inquérito civil foi aberto para apurar a relação entre as mortes e a aspiração de fumaça ou aos problemas causados com a transferência às pressas para outros hospitais de Belém.

Apesar das dificuldades criadas com a falta de laudos, a Promotoria de Justiça Militar já comunicou os problemas à corregedoria de Polícia Civil e à Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial e de Direitos Humanos, para que apurem as razões de não haver sido instaurado inquérito civil sobre o incêndio.

Entre os mortos, estava a paciente Ana Maria Campos.

OXIGÊNIO

Segundo relatos dos médicos que estavam no local, a mulher ficou sem suporte de oxigênio durante a descida do leito até o pátio do hospital. O atestado de óbito aponta como causa da morte “insuficiência respiratória aguda por derrame pleural à direita por edema agudo de pulmão por insuficiência cardíaca congestiva agravada por diabete mellitus”. Já
o médico legista Maurício Gonçalves Freitas afirmou no laudo que a “privação de oxigênio pode sim ter contribuído para abreviar o desfecho de seu quadro”.

Outro dado estranho em relação a Ana Maria é que não foram encontrados prontuários da paciente no hospital. Apenas registro de uma prescrição médica feita um dia antes do incêndio. O diretor do PSM, Leonardo Macedo alegou que o documento pode ter desaparecido no incêndio.

A paciente Fabiane Souza, de apenas 14 anos, também morreu logo após o incêndio. No caso dela sequer foi feito a necropsia. A mãe de Fabiane, Josélia Tenório contou que foi informada por uma servidora do PSM que, para ter um laudo, precisaria pagar R$ 400 ao Centro de Perícias Renato Chaves. Não houve, segundo ela, qualquer orientação para fazer registro do caso na delegacia.

O descaso com a apuração das mortes pode favorecer Zenaldo. O prefeito teme que, feita a relação entre as mortes e o incêndio, ele possa ser denunciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). A pena pode chegar a 20 anos prisão.

(Rita Soares/Diário do Pará)

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