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Governo agiu para fraudar documento

Após o incêndio, o autor das ordens de serviço foi procurado por oficiais do Corpo de Bombeiro, relatou os problemas e, em seguida, soube que o atual secretário de Saúde, Sérgio Amorim, pedira seu afastamento do trabalho. O pedido foi confirmado em depoi

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Após o incêndio, o autor das ordens de serviço foi procurado por oficiais do Corpo de Bombeiro, relatou os problemas e, em seguida, soube que o atual secretário de Saúde, Sérgio Amorim, pedira seu afastamento do trabalho.

O pedido foi confirmado em depoimento pelo dono da Persan, Peres dos Santos. O empresário contou, também, que o contrato para manutenção do sistema de ar havia encerrado em 22 de maio. Depois do incêndio, Santos foi procurado para assinar o aditivo com data retroativa, o que caracteriza fraude.

Em razão disso, os aparelhos teriam ficado sem manutenção por uma semana, tempo suficiente para um problema, dadas as condições precárias. Os problemas da fiação foram omitidos no laudo assinado pelo major Charlyston Cardoso de Souza e pelo tenente Alex dos Santos.

A estratégia para salvar o prefeito Zenaldo Coutinho da responsabilidade pelo incêndio que matou 3 pessoas começou quando o Corpo de Bombeiros tentou esconder o parecer técnico, feito a pedido do Ministério Público Federal (MPF), em 2014. O documento trazia 25 medidas a serem tomadas, obrigatoriamente, no prédio e alertava para os riscos potenciais de incêndio.

Entre os problemas estavam por exemplo, a falta de extintores e de escadas das saídas de emergência, ausência de brigada de incêndio e defeitos nos hidrantes.

Em depoimento, o bombeiro responsável pelo parecer técnico, Sandro da Costa Tavares, contou que voltou ao PSM da 14 um mês após a primeira visita. Ouviu do então diretor , Sérgio Amorim, que o hospital não havia tomando conhecimento do documento, por isso as providências não haviam sido tomadas. Após 15 dias (45 dias após emitir o parecer), voltou ao local e constatou que nenhuma medida havia sido tomada. O bombeiro garantiu que informou então o diretor de Serviços Técnicos, coronel Geraldo Menezes, que não deu andamento para o caso.

(Diário do Pará)

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