O trânsito em Belém é considerado caótico por grande parte dos pedestres da cidade. Carros e motos que não respeitam as leis de trânsito, ônibus em excesso de velocidade e bicicletas que trafegam na mão oposta da rua.
Mas as críticas também são recíprocas: os pedestres que ocupam parte das ruas em paradas de ônibus de diversos pontos da capital acabam atrapalhando o trânsito, além de colocar as próprias vidas em risco.
Apesar de não ser passível de punição, o ato de ficar fora da calçada aguardando os coletivos é desaconselhável por uma série de motivos. Além de aumentar o risco de acidentes, como atropelamentos, prejudica a descida de passageiros de ônibus e a circulação de veículos pelas vias.
Para alguns moradores, a invasão das ruas é uma questão de necessidade. É o caso de Cintia Miranda, estudante que todos os dias pega ônibus na avenida Magalhães Barata, próximo à travessa Castelo Branco, no bairro de São Brás, sempre ocupando a pista.

Internautas flagram as ruas ocupadas por pedestres em vários pontos da cidade. (Foto: Reprodução/Twitter)
“Claro que não é o ideal ficar na rua, mas se ficar na calçada, as árvores não deixam ver que ônibus está vindo. Em várias paradas de ônibus são assim”, afirmou Cintia. “Outras vezes são as calçadas ocupadas por barracas ou outra coisa. A gente fica na rua por que só tem a rua”.
Já o professor Diego Santos acha que a ocupação das calçadas ultrapassou da necessidade e virou uma mania perigosa em Belém. “Muitas vezes as pessoas ficam na rua esperando o ônibus por que querem. Dava pra esperar na calçada. Virou hábito já, e perigoso. Já fui atropelado por duas bicicletas em parada de ônibus”, contou.
Segundo a Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), a ocupação da vias em paradas de ônibus é combatida de várias formas, como a obrigatoriedade para que “os ônibus parem próximo ao meio-fio - o que leva automaticamente os usuários a se posicionarem nas calçadas - e campanhas educativas pontuais, como ocorreu semana passada durante a Semana Nacional de Trânsito”.
O órgão afirma também que “há um trabalho em parceria com a secretaria municipal de Economia para desobstrução de calçadas, visto que em alguns casos os usuários vão para a pista diante da falta de espaço na calçada para aguardar o coletivo”.
(DOL)
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